O Irã anunciou nesta segunda-feira (25) progressos nas negociações com os Estados Unidos, buscando um fim duradouro para o conflito. Contudo, o governo iraniano ressaltou que um acordo não é iminente. Simultaneamente, Teerã informou que começará a cobrar taxas por “serviços de navegação” dos navios que transitam pelo estratégico Estreito de Ormuz.
Negociações com os Estados Unidos
Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, confirmou o avanço das conversas. “É verdade que chegamos a uma conclusão em grande parte dos temas em discussão”, declarou Baqaei em sua entrevista coletiva semanal. Ele moderou as expectativas sobre uma resolução imediata. “Mas afirmar que a assinatura de um acordo é iminente é algo que ninguém pode sustentar”, acrescentou.
As negociações entre EUA e Irã têm sido um ponto focal na diplomacia global, com impactos potenciais que vão além da região. Analistas da Casa Branca, por exemplo, projetam que um acordo EUA-Irã pode reduzir preços de energia e inflação globalmente.
Novas Taxas no Estreito de Ormuz
Além das discussões diplomáticas, o governo iraniano informou sobre a imposição de novas taxas para embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz. Baqaei justificou a medida: “Os serviços prestados, ou seja, os serviços de navegação, assim como as medidas necessárias para proteger o meio ambiente do Estreito de Ormuz, do Golfo Pérsico e do Mar de Omã, exigem a cobrança de certas taxas”.
Apesar da nova cobrança, o porta-voz enfatizou que o Irã “não busca cobrar pedágios”. A implementação destas taxas ocorre em um contexto onde o presidente Trump tem moderado expectativas para um acordo com o Irã, mantendo um bloqueio portuário que adiciona complexidade à situação regional.


