O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta segunda-feira (25) uma drástica intensificação da ofensiva contra o Hezbollah no Líbano, prometendo “esmagar” o grupo. O movimento ocorre em meio a intensos esforços dos Estados Unidos e do Irã para selar um acordo de paz duradouro na região, que, segundo Washington, pode ser iminente.
Em uma declaração difundida em seu canal no Telegram, Netanyahu afirmou ter “ordenado uma aceleração das nossas operações”, garantindo que Israel “intensificará os golpes, intensificará a potência e vai esmagar” a milícia xiita. No mesmo dia, o Exército israelense já havia ampliado os bombardeios no sul do Líbano, atingindo especialmente os arredores da cidade de Tiro, apesar de uma trégua que vigorava desde 17 de abril.
Paralelamente à escalada israelense, a diplomacia entre Washington e Teerã parece se aproximar de um desfecho histórico. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, em visita oficial à Índia, expressou otimismo, sinalizando que “nas próximas horas, o mundo receba boas notícias” sobre o fim do conflito no Oriente Médio.
Essa declaração ecoa a confiança do presidente Donald Trump, que, em suas redes sociais, afirmou que o acordo “foi amplamente negociado” e aguarda finalização entre os EUA, a República Islâmica e nações parceiras. Segundo Rubio, o entendimento visa inaugurar um processo para assegurar “um mundo que não precise mais temer uma arma nuclear iraniana”.
Contudo, a questão do programa atômico iraniano permanece um ponto de atrito crucial. Fontes do governo israelense indicam que Trump teria garantido ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que não assinará um texto final sem a remoção completa de todo o urânio enriquecido do território iraniano, ressaltando a complexidade da negociação.
Por sua vez, o Irã confirmou nesta segunda-feira (25) os avanços nas tratativas com os Estados Unidos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, declarou em sua coletiva semanal que “chegamos a uma conclusão em grande parte dos temas em discussão”. No entanto, Teerã ressalta que o acordo não é iminente e insiste que um pacto inicial não limitaria seu programa nuclear de imediato, divergindo das expectativas americanas e israelenses.


