O cenário político fluminense ferve às vésperas de uma decisão crucial para a chapa do Partido Liberal (PL) ao Senado. O ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se reunirão nesta sexta-feira (29) para selar quem ocupará a vaga deixada pelo ex-governador Cláudio Castro (PL) na disputa pelo Senado Federal no Rio de Janeiro. A movimentação ocorre após a recente desistência de Castro, que abalou as articulações da sigla.
Conforme apuração da Jovem Pan, o encontro, considerado estratégico, terá como pauta a escolha entre dois nomes de peso da bancada federal: o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ). Ambos buscam a oportunidade de representar o partido na corrida eleitoral de 2026.
A retirada de Cláudio Castro da pré-candidatura ao Senado foi anunciada nesta quinta-feira (28) por meio de um vídeo nas redes sociais. O ex-governador classificou a decisão como a “mais difícil” de sua vida, mas a justificou pela necessidade de focar em sua defesa diante de um turbilhão de problemas judiciais que culminaram em sua inelegibilidade, inviabilizando sua participação no pleito deste ano.
A desistência de Castro veio à tona apenas dois dias após ele ser alvo da oitava fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na terça-feira (26). A ação investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master e possíveis irregularidades em investimentos do governo do Rio de Janeiro em fundos ligados à instituição financeira.
Esta foi a segunda vez em menos de duas semanas que a PF cumpriu mandados de busca contra o ex-governador; em 15 de maio, a Operação Sem Refino já havia apreendido seu celular e tablet, apurando ligações com o Grupo Refit.
Além das investigações policiais, Cláudio Castro foi duramente atingido por uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 24 de março deste ano. Por cinco votos a dois, a Corte o condenou por abuso de poder político e econômico na campanha de reeleição de 2022. A sentença o tornou inelegível até 2030, afastando-o definitivamente da disputa de 2026 e forçando o PL a buscar um novo nome para a chapa fluminense.


