Cerca de 40 milhões de colombianos vão às urnas neste domingo (31) para escolher o próximo presidente, que terá como principal missão combater a violência armada que assola o país há mais de seis décadas. Uma pesquisa recente aponta uma disputa acirrada entre o senador de esquerda Ivan Cepeda, aliado do atual presidente Gustavo Petro, e o advogado de extrema-direita Abelardo de la Espriella, com a conservadora Paloma Valencia correndo por fora para a Casa de Nariño.
O levantamento da AtlasIntel, divulgado em 23 de maio, mostra Ivan Cepeda (Pacto Histórico) com 37,7% das intenções de voto no primeiro turno, prometendo dar continuidade ao legado social de Petro. Logo atrás, Abelardo de la Espriella (Defensores de La Patria) aparece com 36,3%. Admirador de figuras como Javier Milei e Donald Trump, Espriella defende a livre iniciativa, a família tradicional e uma abordagem “linha-dura” para a segurança. A senadora Paloma Valencia (Centro Democrático), ligada ao ex-presidente Álvaro Uribe, tem 13,9% e propõe um “Plano Colômbia 2.0” contra o narcotráfico, em parceria com os Estados Unidos.
Caso nenhum dos 14 candidatos obtenha mais de 50% dos votos no pleito de hoje – cenário apontado como provável pelos analistas –, um segundo turno será realizado em 21 de junho. A eleição pode consolidar a agenda de esquerda iniciada por Petro ou reaproximar a Colômbia dos Estados Unidos, refletindo a polarização entre os principais postulantes. Eleitores colombianos no exterior, que somam mais de 1,4 milhão, já votam desde a última segunda-feira (25).
O novo presidente herdará um cenário de segurança mais complexo do que em eleições anteriores. Um relatório da Fundação Ideias para a Paz (FIP) de janeiro de 2026 revelou que o país iniciou o ano eleitoral com maior instabilidade, impulsionada pelo crescimento e disputas entre grupos armados, além da dificuldade do Estado em retomar territórios. O estudo aponta que os grupos armados encerraram 2025 com mais de 27 mil integrantes, um aumento de 23,5% em relação ao ano anterior, e os confrontos atingiram o nível mais alto da última década.


