O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua com restrições médicas significativas cerca de um mês após cirurgia no ombro direito. Relatórios enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última semana de maio de 2026 indicam que ele ainda não recebeu autorização para iniciar a fase ativa da fisioterapia, permanecendo com mobilizações passivas.
Os documentos, assinados pelo fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas e pelo ortopedista Alexandre Firmino, descrevem “importante limitação de movimento do ombro direito, rigidez articular e restrições de mobilidade na região da cicatriz cirúrgica”. Apenas uma sessão semanal de fisioterapia, focada em mobilizações passivas, foi autorizada para o ex-presidente, de 71 anos, que esteve consciente e colaborativo durante as avaliações.
Em paralelo, o cardiologista Brasil Ramos Caiado informou ao STF que, embora Bolsonaro não tenha relatado dores relevantes no ombro, ele apresenta “episódios de queimação epigástrica associados a refluxo gastroesofágico”. Devido a quadros de soluços recorrentes, o ex-presidente mantém doses elevadas de medicações específicas e uma dieta rigorosa com baixo teor de acidez.
O relatório do cardiologista também aponta que Bolsonaro iniciou exercícios aeróbicos leves e progressivos, e sua pressão arterial permanece sob controle. Contudo, ele continua a manifestar instabilidade crônica do equilíbrio corporal, o que levou à implementação de “medidas preventivas para redução de risco de quedas” em sua rotina.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde o final de março de 2026, após contrair broncopneumonia bacteriana. Anteriormente, estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Sua detenção ocorre após condenação pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes como organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, entre outros.


