O ex-ministro do Empreendedorismo, Márcio França, pode aceitar a vaga de vice na chapa de Fernando Haddad ao governo de São Paulo nas eleições de 2026. A decisão, contudo, está condicionada a uma nova reunião direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Interlocutores, ouvidos pela Jovem Pan, avaliam que apenas Lula possui a capacidade de convencer França a abrir mão de uma candidatura própria.
A definição deve ocorrer após o retorno de França de uma viagem de dez dias ao Peru. O ex-ministro conversou com Lula na semana anterior a 02 de junho de 2026, mas o encontro não resultou na aceitação do posto. Havia expectativa por uma resposta na primeira semana de junho de 2026, mas a viagem adiou a decisão para a segunda quinzena do mês.
PT busca solução rápida e equilíbrio na chapa
Internamente, o Partido dos Trabalhadores (PT) busca resolver o impasse com urgência, ainda em junho de 2026. Interlocutores petistas acreditam que Márcio França pode alavancar a campanha de Haddad no interior do estado. A presença de França também equilibraria o perfil da candidatura, que até agora tem focado em agendas mais universitárias.
A escolha de França para a vice resolveria a questão da composição da chapa ao Palácio dos Bandeirantes. Lula busca um nome mais ao centro para fortalecer a candidatura petista nas eleições de 2026.
Imbróglio sobre vaga ao Senado permanece
Apesar do possível avanço para a chapa majoritária, o cenário mantém um imbróglio no campo aliado. O PSB, como noticiado pela Jovem Pan, ainda insiste em reservar a segunda vaga ao Senado para França nas eleições de 2026. Por outro lado, Lula deseja emplacar a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, da Rede, na disputa pelo Salão Azul no mesmo pleito. A ida de França para a vice de Haddad abriria caminho para Marina, mas o PSB não sinalizou disposição para abrir mão do posto.


