A Justiça de Mato Grosso do Sul negou, pela terceira vez, o pedido de liberdade de Alcides Bernal, ex-prefeito de Campo Grande. Bernal está preso desde março de 2026, acusado de assassinar a tiros o empresário e servidor público Roberto Mazzini.
O juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete, proferiu a decisão mais recente. Ele não identificou novos fatos que justificassem a liberação do ex-prefeito. “O encerramento da instrução criminal, por si só, não enseja a revogação automática da prisão preventiva”, observou o magistrado.
Garcete também ponderou sobre o argumento da defesa relacionado à saúde do acusado. “Não é o fato de o acusado ter mais de 60 anos de idade e ser portador de comorbidade que autoriza, por si só, sua colocação em prisão domiciliar. Tal modalidade excepcional só deve ser concedida pelo juiz quando demonstrado que a unidade penal onde se encontra não oferece tratamento médico consentâneo”, reforçou.
Esta é a terceira vez que a Justiça nega a liberdade a Alcides Bernal. O próprio juiz Garcete já havia indeferido um pedido anterior. Além disso, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) rejeitou um habeas corpus dias antes.
O Caso Alcides Bernal
Alcides Bernal responde por homicídio qualificado por meio cruel, motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima, porte ilegal de arma de fogo e violação de domicílio. A vítima, Roberto Mazzini, tinha 61 anos.
Imagens de câmeras de segurança, fornecidas pela empresa responsável pelo monitoramento do local, mostram Bernal descendo do carro com uma arma de fogo. Ele se dirigiu à vítima e efetuou dois disparos em 24 de março de 2026.
O boletim de ocorrência detalha que Mazzini foi atingido por dois disparos na lateral/flanco direito e esquerdo, sendo que um dos projéteis transfixou o corpo com orifício de saída nas costas. A ocorrência também aponta que a empresa de monitoramento recebeu uma notificação de tentativa de entrada no imóvel e contatou Bernal. Informações locais indicam que a fechadura do imóvel foi trocada pelo menos três vezes antes do incidente.
A polícia apreendeu a arma utilizada, que continha três munições intactas e duas deflagradas. Os celulares de Bernal e da vítima também foram confiscados durante a investigação.


