O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para o próximo dia 16 de junho o julgamento do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelas acusações de coação no curso do processo e obstrução à Justiça. A decisão, tomada pela Primeira Turma da Corte, deriva da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) que aponta uma suposta tentativa do ex-parlamentar de influenciar autoridades dos Estados Unidos para coagir a Justiça no processo da trama golpista, que resultou na condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A liberação da ação penal para julgamento ocorreu nesta quarta-feira, 3 de junho de 2026, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. A Primeira Turma, responsável pelo processo, é presidida pelo ministro Flávio Dino e conta ainda com os ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
Eduardo Bolsonaro tornou-se réu em novembro do ano passado (2025), quando o STF aceitou a denúncia da PGR. Na ocasião, a investigação apurava a atuação do ex-deputado junto ao governo americano para promover um “tarifaço” contra exportações brasileiras e a suspensão de vistos de ministros do governo federal e da própria Corte, em um esforço de pressão.
Atualmente, Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde 2025 e perdeu seu mandato de deputado federal por sucessivas faltas às sessões da Câmara dos Deputados, conforme a legislação vigente.


