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Política Estadual

Viagem à China põe mandato de prefeito de Ivinhema em risco após denúncia do MP

Promotora identificou aparente irregularidade em afastamento de Juliano Ferro, que teria excedido limite de 10 dias sem autorização legislativa, e encaminhou caso à Câmara.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 03/06/2026 - 09:36 | Meu MS News
Viagem à China põe mandato de prefeito de Ivinhema em risco após denúncia do MP
Foto: Divulgação

O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), pode ter seu mandato cassado após uma denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) identificar aparente irregularidade em uma viagem particular à China. A promotora Lenize Martins Lunardi Pedreira encaminhou o caso à Câmara Municipal para que sejam tomadas as providências cabíveis, apontando um possível descumprimento da Lei Orgânica do Município.

De acordo com o parecer da promotora, o prefeito deveria ter solicitado autorização do Legislativo para a viagem, que ultrapassou o período de 10 dias de ausência. Uma emenda aprovada em 2019 pelos próprios vereadores reduziu de 15 para 10 dias o tempo máximo de afastamento sem a necessidade de aval da Câmara. Embora o MPE tenha arquivado a denúncia em sua esfera, a promotora solicitou que a Câmara investigue a situação, destacando que a competência para tal providência recai sobre os vereadores.

A denúncia original, que motivou o pedido de esclarecimento do Ministério Público ao prefeito, detalha que Juliano Ferro teria se ausentado do município em 9 de abril, com um roteiro que incluiu um show do Guns N’ Roses em Campo Grande, passagens por São Paulo e Minas Gerais, antes de seguir para a China. Durante sua estadia no exterior, o prefeito chegou a responder a questionamentos sobre a contratação do show de Zé Felipe por R$ 420 mil, o que confirma sua presença fora do país e reforça a alegação de que o período de ausência superou o limite legal.

Em sua defesa, manifestada por meio das redes sociais, o prefeito alegou que as denúncias são uma perda de tempo para os promotores e que não superou os 15 dias de ausência, citando a lei anterior à emenda de 2019. Sobre a viagem à China, Ferro afirmou que buscou conhecimento sobre infraestrutura e tecnologia para o município, mas admitiu que também tratou de questões particulares, arcando com os custos da viagem com recursos próprios.

Caso as alegações de descumprimento da Lei Orgânica sejam comprovadas pela Câmara Municipal, o prefeito Juliano Ferro poderá perder seu mandato, conforme previsto no artigo 63 do regimento, que estabelece a cassação como penalidade para tal infração.

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