O Governo de Mato Grosso do Sul concedeu a licença de instalação para a primeira unidade da Atvos, produtora de biocombustíveis e líder na transição energética no Brasil, em Nova Alvorada do Sul. A autorização, entregue nesta terça-feira, 10 de junho de 2026, pelo governador Eduardo Riedel, permite o início das obras de uma nova planta de etanol de milho. O projeto representa um investimento superior a R$ 1 bilhão e deve gerar cerca de 2 mil empregos diretos durante a fase de construção.
Foco em Energia Renovável e Desenvolvimento
A nova unidade de etanol de milho será integrada à já existente unidade Santa Luzia. O governador Eduardo Riedel destacou a importância do empreendimento para a economia local e para a matriz energética do estado.
“A estratégia do Mato Grosso do Sul tem funcionado para atrair investimentos lastreado nessa boa relação e confiança construídos com o setor privado, e numa demanda global de energia limpa. Isso significa emprego, renda, desenvolvimento para as pessoas, quando associada a educação, nível médio salarial mais alto. A Atvos faz um investimento importante numa nova planta de etanol de milho, dentro do complexo que eles já têm da planta de bioenergia de cana-de-açúcar junto com biometano”, afirmou Riedel.
O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) emitiu o documento após uma série de estudos ambientais e de engenharia. A licença é um passo fundamental para a fase de construção, com as obras previstas para o segundo semestre de 2026.
Estratégia de Diversificação e Produção
A nova planta faz parte da estratégia de diversificação da Atvos. O milho se consolida como um novo vetor de crescimento, complementar à cana-de-açúcar e integrado a outras rotas renováveis desenvolvidas pela companhia, como o biometano. Estas soluções fortalecem a estratégia da empresa de integrar diferentes fontes renováveis, ampliando sua contribuição para a segurança energética e a descarbonização.
Wilson Lucena, vice-presidente de Operações da Atvos, ressaltou o compromisso da empresa com o estado.
“O investimento é mais de R$ 1 bilhão. E a Atvos tem um compromisso com o Mato Grosso do Sul, que é Estado mais relevante em termos de produção e a gente acredita muito que traz o desenvolvimento para as comunidades. A produção deve crescer aproximadamente 50%. E com isso se torna uma planta que traz bioenergia de forma ampla, com biometano, etanol, milho e cana”, disse Lucena.
O empreendimento deve gerar cerca de 2 mil empregos durante a fase de obras, impulsionando a economia local. A planta levará entre 18 e 24 meses para se tornar operacional após o início da construção.
“A licença de instalação autoriza a iniciar a obra, que deve começar no segundo semestre. É uma planta que leva entre 18 e 24 meses para estar operacional, mas tem um período importante de construção, com geração de 2 mil empregos diretos”, complementou Lucena.
A unidade terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano. A produção estimada inclui 273 mil metros cúbicos de etanol, 183 mil toneladas de DDG (coproduto de alto valor proteico para nutrição animal) e 13 mil toneladas de óleo de milho.


