A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen-MS) realizaram, na terça-feira, 9 de junho de 2026, o segundo dia de ações do Projeto Padrão Segurança Máxima (PSM). As atividades ocorreram na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande.
A agenda focou no uso de tecnologias de inteligência penal. A Operação Modo Avião e o georradar foram empregados para ampliar o controle, identificar vulnerabilidades e prevenir comunicações ilícitas no ambiente prisional.
Tecnologias de Monitoramento Detalhado
A Operação Modo Avião utiliza tecnologia especializada para identificar sinais de telefonia móvel. O equipamento, portátil em mochila operacional, detecta celulares em um raio de 50 a 100 metros. A identificação desses sinais permite mapear áreas prioritárias para atuação das equipes de revista e busca, fortalecendo os mecanismos de controle.
Durante a ação, também se empregou um georradar. Este equipamento localiza estruturas subterrâneas sem a necessidade de escavações. Ele identifica possíveis túneis, galerias, cavidades e outras alterações estruturais que representem riscos à segurança da unidade prisional.
Combate ao Crime Organizado
A Diretoria de Inteligência Penitenciária da Senappen (Dipen) conduziu a missão. Ela integra as ações do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, uma iniciativa estratégica do Governo Federal. O programa, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, visa ampliar a capacidade do Estado de prevenir e combater a atuação de organizações criminosas.
A Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande é uma das 138 unidades estratégicas selecionadas para receber investimentos e ações do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, por meio do Projeto Padrão Segurança Máxima (PSM). A atuação em Mato Grosso do Sul marca a primeira implementação prática do eixo de capacitação e padronização operacional do projeto em uma unidade contemplada. Isso consolida a integração entre União e estados, modernizando o sistema prisional brasileiro.
A utilização conjunta dessas tecnologias amplia a capacidade de monitoramento. Ela fortalece as atividades de inteligência penal e aprimora os protocolos de segurança. O objetivo é impedir que organizações criminosas usem os estabelecimentos penais para articular atividades ilícitas, reduzindo sua capacidade de comunicação, coordenação e influência fora das prisões.
O secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, afirmou que o fortalecimento do sistema prisional tem reflexos diretos na proteção da sociedade. “O enfrentamento ao crime organizado exige integração, inteligência e tecnologia. Por meio do Programa Brasil Contra o Crime Organizado“, completou. Ações como esta reforçam a estratégia de segurança pública. Operações conjuntas buscam desarticular redes criminosas. O aprimoramento contínuo do sistema penitenciário é crucial para a segurança de Mato Grosso do Sul.


