A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul promoveu a Semana da Saúde Ambiental e Toxicológica em Campo Grande. O evento reuniu gestores, técnicos, pesquisadores e representantes de instituições parceiras por três dias para debater os impactos das mudanças climáticas, desastres ambientais, contaminação por agrotóxicos e a qualidade da água. A iniciativa visa fortalecer a atuação da vigilância em saúde no estado, com foco nos desafios sanitários de 2026.
Integração Essencial para Saúde e Meio Ambiente
Na abertura do evento, a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, enfatizou a necessidade de integração entre as diversas instituições e profissionais. Ela destacou a importância de ações conjuntas para promover a qualidade de vida e a proteção ambiental.
“Este é um ano muito especial e também desafiador para o Brasil. Todos nós acompanhamos os impactos dos eventos climáticos extremos que atingiram diferentes regiões do país, especialmente as fortes chuvas registradas no Sul e no Sudeste. Esses acontecimentos reforçam a importância de estarmos preparados para enfrentar as mudanças que já estão acontecendo e que impactam diretamente a saúde da população”, afirmou Maymone, referindo-se aos eventos ocorridos em 2026.
A secretária-adjunta também ressaltou o papel dos profissionais de saúde na conscientização ambiental. “Como profissionais da saúde, como formadores de opinião e como cidadãos, temos o dever de estimular e incentivar a preservação ambiental. Precisamos compreender que fazemos parte desse processo e que nossas ações têm impacto direto sobre a qualidade de vida das atuais e futuras gerações”, acrescentou.
Programação Abrangente Aborda Intoxicações e Emergências
A Semana da Saúde Ambiental e Toxicológica apresentou uma programação extensa, reunindo especialistas de Mato Grosso do Sul e de órgãos federais. Os debates focaram em temas estratégicos da vigilância em saúde ambiental.
Entre os assuntos abordados estiveram os impactos dos agrotóxicos na saúde humana, a vigilância da qualidade da água para consumo humano e a relação entre saneamento básico e doenças diarreicas. Os participantes também discutiram a preparação da área da saúde para as mudanças climáticas, além das ações de monitoramento da poluição atmosférica, contaminação do solo e exposição a substâncias químicas.
Karyston Machado, coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental da SES, explicou a motivação do evento. A iniciativa foi organizada em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. O objetivo principal é fortalecer as ações integradas desenvolvidas pela área.
“A Secretaria de Estado de Saúde está promovendo essa iniciativa com o objetivo de fortalecer as ações integradas da Vigilância em Saúde Ambiental e das áreas relacionadas à toxicologia”, destacou Machado. Ele informou que a programação incluiu temas como intoxicações por agrotóxicos e acidentes com animais peçonhentos. Um dia inteiro de debates foi dedicado à brucelose humana e animal. “O evento também reúne iniciativas, projetos e estratégias voltados à vigilância em”, completou.


