Escolas estaduais de Mato Grosso do Sul transformam o uso da tecnologia em sala de aula. Celulares permanecem guardados, enquanto lousas interativas, plataformas digitais e kits de robótica ganham destaque. Esta reorganização pedagógica visa integrar recursos digitais com propósito de ensino e aprendizagem, alterando a rotina de professores e estudantes na Rede Estadual de Ensino.
A estudante Emily de Oliveira, da Escola Estadual Maria Constância de Barros Machado, em Campo Grande, vivenciou essa mudança. Com o celular guardado, uma lousa interativa de 75 polegadas conduziu a aula. A professora utilizou mapas, vídeos e gráficos, tornando o conteúdo mais visual, dinâmico e participativo.
Para Emily, aluna do 3º ano do Ensino Médio, a diferença já é notável. “Vim de uma escola particular que ainda usava Datashow. Agora, as aulas estão mais interessantes”, afirma.
Regulamentação e Investimento Impulsionam Nova Era Digital
A regulamentação do uso de celulares nas escolas estaduais, implementada no início de 2025, impulsionou esta transformação. A regra orienta que os aparelhos permaneçam desligados e guardados durante as aulas, salvo em situações excepcionais. Esta medida abriu espaço para uma nova etapa, onde os recursos digitais deixam de disputar a atenção individual dos estudantes.
O debate inicial em 2025 focou em como aumentar a atenção dos estudantes sem abrir mão das possibilidades da educação digital. A resposta veio com reorganização pedagógica, investimento em infraestrutura e ampliação do acesso a ferramentas tecnológicas dentro da própria escola. No primeiro ano da nova regra, em 2025, as escolas da Rede Estadual receberam mais de R$ 100 milhões em modernização da infraestrutura tecnológica. Este investimento incluiu a aquisição de equipamentos, ampliação de laboratórios, renovação do parque tecnológico e implantação de plataformas digitais voltadas ao processo de ensino e aprendizagem. Mato Grosso do Sul tem focado na qualidade da educação básica, evidenciando o compromisso com o avanço pedagógico.
Hoje, em 2026, o aparelho particular pode complementar atividades fora da escola, apoiar pesquisas e ser utilizado em situações específicas, sempre de forma orientada. Dentro da sala, porém, o protagonismo passou para ferramentas coletivas, supervisionadas e pensadas para o aprendizado. Lousas interativas, laboratórios de informática, plataformas educacionais e kits de robótica agora protagonizam o ambiente de ensino.
Um dos pilares desse novo ambiente é a plataforma de protagonismo digital. Ela está disponível gratuitamente para os estudantes da Rede Estadual de Ensino. O espaço reúne recursos digitais de aprendizagem alinhados ao currículo e oferece materiais de apoio aos professores. Iniciativas como parcerias para educação financeira também complementam o ensino no estado, fortalecendo a formação integral dos alunos.


