A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES), através da Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual (CVISA), incinera aproximadamente uma tonelada de medicamentos e produtos irregulares nesta quinta-feira, 19 de junho de 2026, em Dourados. A ação destina produtos apreendidos em fiscalizações por todo o estado. Mais de 20 mil itens, com valor estimado superior a R$ 15 milhões, foram retirados de circulação.
A incineração inclui medicamentos emagrecedores análogos de GLP-1, canetas emagrecedoras, peptídeos para fins estéticos e esteroides anabolizantes de origem estrangeira. Todos não possuem comprovação de procedência ou registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Polícia Rodoviária Federal (PRF) escolta o material durante o transporte até a unidade de destruição.
Mais de 20 Mil Produtos Retirados de Circulação
Os itens a serem destruídos foram apreendidos em fiscalizações da Vigilância Sanitária Estadual. As operações ocorreram em centros de triagem e distribuição dos Correios e em transportadoras que atuam em Mato Grosso do Sul. Desde fevereiro de 2026, as ações resultaram na apreensão de mais de 20 mil produtos irregulares, superando uma tonelada de mercadorias clandestinas.
Matheus Pirolo, gerente da Vigilância Sanitária Estadual, destaca a importância da iniciativa. “Em apenas quatro meses de operação, alcançamos um volume de apreensões sem precedentes. Do ponto de vista da Vigilância Sanitária, trata-se de uma iniciativa inédita no Brasil, resultado de um trabalho permanente de fiscalização e proteção da saúde pública“, afirmou Pirolo.
A incineração ocorre em uma empresa licenciada pelos órgãos sanitários e ambientais. A escolha de Dourados considera a origem da maior parte dos produtos apreendidos, provenientes da região de fronteira, principal porta de entrada do mercado clandestino.
Mercado Clandestino Preocupa Autoridades Sanitárias
A Vigilância Sanitária Estadual aponta que os produtos apreendidos eram comercializados fora dos canais legalmente autorizados. Eles não possuíam garantia de procedência, transporte adequado, armazenamento correto ou controle sanitário. As fiscalizações identificaram medicamentos pirateados, substâncias sem registro sanitário, produtos de origem desconhecida e itens vendidos por pessoas sem autorização legal para dispensação. Muitos desses produtos são comercializados via redes sociais, aplicativos de mensagens, marketplaces e outras plataformas digitais.
A Operação Visa Protege, lançada em fevereiro de 2026, implementou fiscalização permanente nos centros de distribuição dos Correios. Inspeções diárias de mercadorias provenientes da região de fronteira acontecem. O trabalho ampliou a atuação da Vigilância Sanitária para os centros logísticos. Estes são considerados um dos principais desafios para o controle do comércio irregular de produtos sujeitos à vigilância sanitária.
Automedicação e Produtos Sem Controle Representam Risco à Saúde
Entre os produtos apreendidos


