A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES), por meio da Coordenadoria Estadual de Vigilância em Saúde do Trabalhador (CVIST) e do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), reforçou o papel essencial do Sistema Único de Saúde (SUS) no enfrentamento ao trabalho infantil. A discussão ocorreu no último dia 3 de junho, em Campo Grande, durante o V Encontro Estadual de Enfrentamento ao Trabalho Infantil, que reuniu diversos representantes para debater novos cenários e desafios na proteção integral de crianças e adolescentes.
Encontro Estadual Mobiliza Redes de Proteção
A Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (SEAD) promoveu o encontro na sede do Sebrae, em Campo Grande, com apoio da SES e de instituições parceiras. A iniciativa integrou as ações alusivas ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho de 2026. Profissionais da assistência social, saúde, educação, sistema de justiça, conselhos de direitos e organizações da sociedade civil participaram, fortalecendo a rede de proteção à infância e adolescência. Os estados do Centro-Oeste unem forças para erradicar o trabalho escravo e infantil, demonstrando um compromisso regional com a causa.
Saúde do Trabalhador e Proteção Integral em Foco
Bel Silva, representando a SES, participou do painel “Proteção Integral no Campo: O Enfrentamento do Trabalho Infantil na Agricultura Familiar”. O debate abordou os impactos do trabalho infantil na saúde de crianças e adolescentes, sublinhando a necessidade de atuação articulada entre políticas públicas para prevenção e combate ao problema. Em Nioaque, por exemplo, mutirões da Agraer oferecem serviços gratuitos para o campo, apoiando indiretamente a agricultura familiar e mitigando a vulnerabilidade ao trabalho infantil.
Impactos na Saúde e Dados de Vigilância
Bel Silva enfatizou a dimensão do problema: “O trabalho infantil não pode ser compreendido apenas como uma questão trabalhista ou assistencial. Muitas vezes, seus impactos chegam aos serviços de saúde por meio de acidentes, intoxicações, sofrimento mental e outros agravos relacionados. Por isso, a atuação integrada entre saúde, assistência social, educação e sistema de garantia de direitos é fundamental para assegurar proteção integral às crianças e adolescentes.”
Dados apresentados no evento reforçaram a urgência de qualificar a rede de proteção. Entre 2021 e 2025, Mato Grosso do Sul registrou diversas notificações ligadas ao trabalho infantil, acidentes de trabalho e intoxicações envolvendo jovens. Tais situações demandam atenção contínua dos serviços públicos.


