Inquérito da morte de ‘Chuca’ é arquivado por falta de provas
Nesta semana, a 20ª Promotoria de Justiça de Campo Grande notificou a família do detento sobre o arquivamento do inquérito, que foi instaurado para investigar as circunstâncias do óbito. A decisão de arquivamento foi publicada no Diário Oficial do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
“Por todo o exposto e pelo que mais dos autos consta, esta representante no Ministério Público Estadual, com fulcro no artigo 18 do Código de Processo Penal, ARQUIVA o presente feito, resguardando a possibilidade de reabertura das investigações caso surjam novos indícios ou suspeitas”, afirma um trecho da decisão.
A família de Jonathan Roberson poderá solicitar a revisão da decisão diretamente ao MPMS em até 30 dias, contados a partir do recebimento da notificação ou da data de publicação do arquivamento no diário oficial.
Relembre o caso da morte de “Chuca”
Jonathan Roberson Silva de Oliveira Barbosa foi encontrado morto por volta das 21 horas do dia 5 de janeiro do ano passado. Na cela onde o corpo foi localizado, foram identificados resquícios de um “pó branco”, levantando a suspeita da polícia de que seria um entorpecente. ‘Chuca’ dividia a cela 2 do solário 2A com outros 44 internos.
Após passar mal e apresentar convulsões, ‘Chuca’ foi socorrido e encaminhado à enfermaria da unidade prisional, onde veio a óbito. Exames preliminares indicaram a presença de vários hematomas pelo corpo do detento, porém não foi possível determinar se eram recentes ou não. A perícia técnica, acionada no local, confirmou a ausência de sinais de violência no corpo de Jonathan, o que levou a polícia a levantar a hipótese de morte por overdose. O corpo foi, então, encaminhado para exames periciais aprofundados para determinar a causa exata.
Detento aplicava golpes de dentro do presídio
Jonathan, o “Chuca”, ficou conhecido por aplicar golpes mesmo estando detido. Um dos casos que o trouxe à tona envolveu uma jovem de 24 anos, residente em Anastácio, que anunciou a venda de uma televisão no Facebook. Jonathan entrou em contato, negociou o aparelho e informou que havia feito um depósito bancário, com um terceiro encarregado de buscar o item.
Contudo, a jovem desconfiou ao verificar que nenhum valor havia sido creditado em sua conta bancária e prontamente acionou a polícia. Quando o taxista chegou para recolher a televisão, os militares o interceptaram. O taxista revelou que levaria o aparelho a um casal que o aguardava em frente a uma escola pública. Ao abordar o casal, este confirmou que a televisão seria guardada a mando de Jonathan. No mesmo dia, “Chuca” também havia solicitado que eles recebessem um videogame.
Jonathan Roberson tinha um histórico criminal que incluía passagens por tráfico de drogas e homicídio. Sua mãe também está atualmente presa, acusada de liderar um esquema de tráfico de entorpecentes na região.
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