Cartão Amarelo Fluminense: Suspeita de Manipulação no Brasileirão
Lucho Acosta, jogador argentino de 32 anos, revelado pelo Boca Juniors, recebeu o cartão. O árbitro Davi de Oliveira Lacerda o advertiu aos 47 minutos do segundo tempo. Isso ocorreu durante uma confusão generalizada entre os jogadores no meio de campo.
Alerta da Sportradar
A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) informou ter recebido um alerta. A Fifa (Federação Internacional de Futebol) encaminhou a notificação. A Sportradar, empresa de tecnologia de dados esportivos, apontou suspeita de manipulação. Foi detectado um volume atípico de apostas no cartão de Acosta.
A confederação detalhou as ações conforme seu protocolo:
- Em menos de 72 horas, o alerta foi compartilhado com a Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro.
- Organismos disciplinares desportivos, como o STJD e a Comissão de Ética, também foram comunicados.
- A CBF solicitou à Fifa um relatório circunstanciado com mais informações.
Posicionamento do Fluminense
O Fluminense confirmou o recebimento de uma notificação sigilosa da CBF sobre o ocorrido. O clube declarou estar à disposição para colaborar com os órgãos competentes. O atleta Lucho Acosta negou qualquer participação em irregularidades.
Detalhes da Partida
No momento da confusão, o Bragantino vencia a partida por 1 a 0. O gol foi marcado pelo atacante Eduardo Sasha. O Fluminense empatou somente aos 57 minutos do segundo tempo, com o zagueiro Ignácio. O jogo, válido pela 19ª rodada do Brasileiro, aconteceu no Maracanã.
Outros Casos de Manipulação
Nos últimos anos, o futebol brasileiro e internacional enfrentou várias suspeitas de manipulação. Alguns atletas de projeção tiveram seus nomes envolvidos:
- Lucas Paquetá: Acusado em maio de 2024 pela FA (federação inglesa) de forçar cartões amarelos na Premier League. Foi inocentado em julho de 2025.
- Luiz Henrique: Ex-Botafogo, hoje no Zenit (Rússia), teve seu nome ligado a suspeitas.
- Bruno Henrique: Atleta do Flamengo, denunciado em junho de 2025 pelo MP-DF. A suspeita envolvia crimes de estelionato e fraude esportiva. A investigação da Polícia Federal indicava que ele avisaria sobre forçar um cartão amarelo em 2023. A defesa de Bruno Henrique negou envolvimento em esquemas de apostas.
Atletas de menor projeção receberam punições pela Operação Penalidade Máxima do MP-GO:
- Suspensão temporária: Eduardo Bauermann e Alef Manga foram suspensos por 360 dias. Eles atuam por Pachuca (México) e Remo.
- Banimento do futebol: Marcos Vinicius Alves Barreira, Ygor Catatau, Gabriel Tota e Matheus Phillipe foram banidos.
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