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Policial

Júri Willames Monteiro: Irmão aborda morte de Andressa

O irmão de Willames Monteiro dos Santos, Sandro Monteiro, defendeu o réu pela morte de Andressa Fernandes Teixeira. Willames é julgado desde quarta-feira (5) pelo falecimento da esposa em 2024. Sandro concedeu entrevista antes do início do júri.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 05/08/2026 - 11:06 | Meu MS News
Júri Willames Monteiro: Irmão aborda morte de Andressa
Willames Monteiros dos Santos réu pela morte de Andressa - Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax

Sandro Monteiro, empresário, declarou que o réu é trabalhador. Ele disse que se mudaram de Alagoas para Mato Grosso do Sul. O objetivo era buscar uma vida melhor para a família. “Meu irmão é trabalhador”, explicou Sandro ao Jornal Midiamax. “Ele trabalha há seis anos no frigorífico.”

Versão do Irmão de Willames

Willames é acusado de atropelar Andressa na frente dos filhos. O ato ocorreu após uma discussão sobre compra de bebida alcoólica. Sandro Monteiro afirma acreditar na inocência do irmão. “A gente nunca teve essa situação na nossa família”, pontuou.

No dia do crime, Andressa teria ligado para Sandro. Ela mandou uma mensagem para ele. “A gente não brigou”, teria dito Andressa. “Eu só não quero que ele não saia pra comprar bebida mais que ele tá muito bêbado.”

Segundo Sandro, não havia registro de briga no dia do atropelamento. Ele negou versões de conflitos apresentadas por terceiros. “Foi uma fatalidade”, afirmou Sandro. “A perícia mostrou que foi um acidente.”

Ele questionou a intenção do irmão. “Ele estava com a filha e o filho dentro do carro. Como ele ia passar por cima da própria mãe?”, disse Sandro. Sobre violência doméstica, Sandro mencionou um único registro. Andressa e Willames foram à delegacia.

Uma vizinha chamou a polícia. O motivo foi o som automotivo alto de Willames. Andressa teria ficado com ele na delegacia.

Detalhes do Acidente e Investigação

O casal ingeria bebida alcoólica. Eles tiveram uma briga. O marido queria ir pela terceira vez comprar mais bebida. A mulher não concordou. Ele já havia consumido três caixas de bebida.

Andressa estava sentada no portão da residência. Ela estava com os filhos. O autor entrou no carro, deu ré e a atingiu. À polícia, Willames primeiro negou saber da presença dela. Depois, ele disse que ela foi para trás do veículo.

A delegada Elaine Benicasa, da Deam, concedeu entrevista coletiva. Ela explicou que o casal vivia junto há 12 anos. Vizinhos relataram um relacionamento conturbado. Eles escutavam brigas frequentemente.

A filha do casal pediu ajuda. Ela enviou a solicitação para um grupo da família. Familiares chegaram e retiraram Andressa debaixo do carro. Ela teria ficado presa com vida.

Quando o socorro chegou, ela não tinha sinais vitais. Willames arrastou a esposa por cerca de 10 metros. Isso aconteceu em via pública. Ele fez isso após atropelar e prensá-la contra o portão.

A denúncia do MPMS aponta os seguintes fatos:

  • Testemunha e filha pediram para o homem parar.
  • Eles alertaram que ele mataria Andressa.
  • Willames respondeu: “que se dane”.
  • Ele continuou a arrastar a esposa por mais metros.

O Corpo de Bombeiros foi acionado. Uma ambulância chegou rapidamente. A equipe constatou o óbito após uma hora.

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