André Augusto Perez alega em júri que matou ex da atual a facadas para defender a família
Réu pela morte de Leonardo Kammer, André Augusto Perez afirmou em júri que agiu em legítima defesa para proteger a família.
André Augusto Perez, réu pela morte de Leonardo Kammer da Silva, de 34 anos, foi a júri na manhã desta sexta-feira (7) em Campo Grande. Diante dos jurados, afirmou que tudo o que fez foi para defender sua família. Segundo ele, Leonardo teria chegado à casa com um taco de beisebol.
André Augusto Perez alega legítima defesa
“Tinha acabado de chegar em casa e encostei o carro. Nisso, passou um Gol, devagar. Voltou meio parando, e ela [minha esposa] falou que era o Leonardo. Ele então desceu junto com outro rapaz e começaram a falar: ‘Você vai morrer hoje’”, contou o réu.
André afirma que a vítima desferiu um golpe com o taco na esposa e, em seguida, nele. Durante a luta corporal, ele conseguiu pegar uma faca no carro. “Nisso, ele desceu com taco de beisebol, deu uma paulada nela [esposa], foi acertar minha cabeça, acertou meu braço; trocamos socos, ele me derrubou. Consegui sair e consegui pegar a faca para me defender”, disse.
Leonardo foi atingido por diversas facadas na madrugada do dia 21 de julho e não resistiu. Ao finalizar o depoimento, o réu afirmou: “Me arrependo de tudo que fiz. Ninguém tem direito de tirar a vida de ninguém, mas o que eu fiz foi para defender minha família, minha filha”, explicou.
Relação com a esposa e ameaças da vítima
O réu afirmou que tinha um relacionamento de dez anos com a esposa, com quem tem uma filha. Eles terminaram, e a mulher se envolveu com Leonardo. Nesse período, André foi preso por tráfico de drogas, e o relacionamento da ex-mulher com Leonardo durou um ano.
A mulher terminou com Leonardo porque sofria ameaças de morte. “Ele tentou me matar, me batia, aí denunciei. Ele foi preso e descobri que tinha várias passagens de Maria da Penha. Tinha histórico de querer matar, agredir mulheres”, disse a companheira de André aos jurados.
Segundo ela, após André cumprir pena em regime semiaberto, eles retomaram o relacionamento e passaram a morar juntos. Nesse período, Leonardo começou a ameaçar a família. A companheira relatou que a vítima:
- Ameaçava ela e as filhas de morte;
- Consumia muita bebida alcoólica e drogas;
- Tinha comportamento agressivo frequente.
No dia do crime, segundo ela, a vítima estaria esperando o casal desde as 18h. Eles retornaram para casa somente de madrugada, quando o crime aconteceu.
Crime no Coophavila em julho de 2025
Leonardo Kammer da Silva, de 34 anos, foi assassinado com várias facadas na madrugada de 21 de julho no bairro Coophavila. Os policiais foram acionados por volta das 2h. Uma testemunha afirmou que o autor havia fugido, mas ele foi localizado escondido atrás de um sofá, no quintal de uma residência na Rua Maracaibo.
Ao ser preso, André, de 29 anos, contou que, durante o tempo em que esteve preso, a ex-esposa se envolveu com Leonardo. Quando saiu do presídio, voltou a morar com a esposa e passou a sofrer ameaças, o que motivou uma medida protetiva.
Uma testemunha contou que André foi até a casa de Leonardo horas antes do crime e deixou um recado com o filho da vítima. Quando Leonardo chegou, chamou um amigo e foi até a casa do autor. Na esquina, o autor desceu do carro com a esposa. Após discussão, André sacou uma faca e desferiu golpes na vítima. Mesmo com Leonardo no chão, André passou a faca no pescoço dele.
A faca utilizada no crime foi encontrada pela polícia na cozinha da residência, toda limpa. André confessou o crime e foi preso em flagrante.
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