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Policial

André Augusto Perez alega legítima defesa em júri por morte a facadas no Coophavila

André Augusto Perez, réu pela morte de Leonardo Kammer da Silva, de 34 anos, alega legítima defesa em júri nesta sexta-feira (7) em Campo Grande.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 07/08/2026 - 11:10 | Meu MS News
André Augusto Perez alega legítima defesa em júri por morte a facadas no Coophavila
Réu pela morte de Leonardo, esfaqueado em julho de 2025. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

André Augusto Perez, réu pela morte de Leonardo Kammer da Silva, de 34 anos, alega legítima defesa em júri nesta sexta-feira (7) em Campo Grande.

André Augusto Perez alega legítima defesa no júri

No depoimento, André afirmou que agiu para proteger a esposa e a filha. Ele contou que chegou em casa e estacionou o carro quando um Gol passou devagar. A esposa reconheceu Leonardo. “Ele desceu junto com outro rapaz e começaram a falar: ‘Você vai morrer hoje'”, relatou.

Segundo o réu, a vítima golpeou a mulher com um taco de beisebol e depois acertou a cabeça e o braço dele. Na luta corporal, André correu até o carro e pegou uma faca. “Consegui sair e consegui pegar a faca para me defender”, afirmou.

“Me arrependo de tudo que fiz. Ninguém tem direito de tirar a vida de ninguém, mas o que eu fiz foi para defender minha família, minha filha”, completou.

Relação conturbada e ameaças de morte

O casal teve um relacionamento de dez anos e uma filha. Após a separação, a mulher se envolveu com Leonardo por um ano. André foi preso por tráfico de drogas e passou a cumprir pena em regime semiaberto. Nesse período, a ex-mulher denunciou as ameaças de Leonardo.

“Ele tentou me matar, me batia, aí denunciei. Ele foi preso e descobri que tinha várias passagens de Maria da Penha”, disse a companheira aos jurados.

  • Medida protetiva: A vítima ameaçava a mulher e as filhas, mesmo após a separação.
  • Histórico violento: Leonardo tinha passagens de Maria da Penha e comportamento agressivo por uso de álcool e drogas.

Crime ocorreu de madrugada no Coophavila

No dia do crime, a vítima esperava o casal desde as 18h. Eles estavam na casa dos pais de André e voltaram de madrugada. Por volta das 2h, a polícia foi acionada.

Uma testemunha afirmou que André foi até a casa de Leonardo horas antes e deixou recado com o filho da vítima. Leonardo, ao saber, chamou um amigo e foi até a casa do autor.

Na esquina, houve discussão e luta corporal. André sacou uma faca e atingiu Leonardo várias vezes, inclusive no pescoço quando já estava no chão.

Prisão e localização da faca

André fugiu, mas foi localizado escondido atrás de um sofá em uma residência na Rua Maracaibo. A faca usada no crime foi encontrada na cozinha da casa dele, limpa. Ele foi preso em flagrante.

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