André Augusto Perez alega legítima defesa no júri por matar ex-namorado da esposa a facadas no Coophavila
André Augusto Perez, réu pela morte de Leonardo Kammer da Silva, alegou legítima defesa no júri desta sexta-feira (7) para proteger a família.
No depoimento aos jurados, André Augusto Perez, de 29 anos, afirmou que havia acabado de chegar em casa e encostado o carro. Um Gol passou devagar, e a esposa reconheceu Leonardo Kammer da Silva. Segundo ele, Leonardo desceu com outro rapaz e disse: “Você vai morrer hoje”. A vítima teria golpeado a mulher com um taco de beisebol e depois acertado André. Na luta corporal, o réu conseguiu pegar uma faca no carro para se defender. Leonardo morreu após ser atingido por diversas facadas na madrugada de 21 de julho.
“Me arrependo de tudo que fiz. Ninguém tem direito de tirar a vida de ninguém, mas o que eu fiz foi para defender minha família, minha filha”, explicou André.
Relação com a vítima e ameaças de morte
André tinha um relacionamento de dez anos com a esposa, com quem tem uma filha. Após uma separação, a mulher se envolveu com Leonardo, que conhecia o réu de uma feira no bairro. Durante um período em que André esteve preso por tráfico de drogas, o relacionamento de sua ex-mulher com Leonardo durou um ano. A mulher terminou com Leonardo porque sofria ameaças de morte.
“Ele tentou me matar, me batia, aí denunciei. Ele foi preso e descobri que tinha várias passagens de Maria da Penha. Tinha histórico de querer matar, agredir mulheres”, disse a mulher de André aos jurados.
Quando André passou a cumprir pena em regime semiaberto, a ex-mulher o informou sobre as ameaças. Eles voltaram a se relacionar e passaram a morar juntos. Foi nesse período que Leonardo começou a ameaçar a família, segundo o réu.
- Ameaças: A vítima ameaçava a esposa de André e as filhas dela.
- Comportamento: Consumo excessivo de álcool e drogas, com agressividade frequente.
- Medida protetiva: Foi registrada contra Leonardo após as ameaças ao casal.
André Augusto Perez e o crime no Coophavila
Leonardo Kammer da Silva, de 34 anos, foi morto com várias facadas no bairro Coophavila, em Campo Grande, na madrugada de 21 de julho. Os policiais foram acionados por volta das 2h. Uma testemunha afirmou que o autor havia fugido, mas André foi localizado em uma residência na Rua Maracaibo, escondido atrás de um sofá.
Uma testemunha contou que André foi até a casa da vítima horas antes e deixou um recado com o filho de Leonardo para ele “ficar esperto”. Ao chegar em casa, Leonardo ficou sabendo e chamou um amigo para ir até a casa do autor. Na esquina, André desceu de um carro com a esposa. Após discussão, houve luta corporal. O réu sacou uma faca e desferiu golpes na vítima, inclusive no pescoço com ela já no chão.
No depoimento à polícia, André contou que esteve preso e, durante esse tempo, sua ex-esposa se envolveu com Leonardo. Quando saiu do presídio, voltou a morar com a esposa e as ameaças começaram, sendo feita uma medida protetiva. Ele confessou que a faca usada no crime estava em sua residência. A polícia encontrou o objeto na cozinha, todo limpo. André foi preso em flagrante e levado para a delegacia.
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