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Policial

Defesa de militar do Exército que matou vigilante em Campo Grande pede exame de insanidade

Advogados do militar de 22 anos solicitam avaliação psiquiátrica após histórico de transtornos.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 12/08/2026 - 12:32 | Meu MS News
Defesa de militar do Exército que matou vigilante em Campo Grande pede exame de insanidade
Foto: Divulgação

O pedido foi formalizado à Justiça após o militar ser preso em flagrante por atropelar e matar a vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos, no dia 20 de junho, em Campo Grande (MS). O teste do bafômetro apontou 0,42 mg/L de álcool no sangue do condutor.

Histórico psiquiátrico apresentado pela defesa

A defesa alega que o militar possui vasto histórico psiquiátrico, incluindo internação em maio de 2025 e diagnósticos de transtorno psicótico, de humor e depressivo. Os advogados listaram os seguintes pontos:

  • Internação: ocorrida em maio de 2025, em hospital militar da região.
  • Tentativas de suicídio: registradas na adolescência, segundo a defesa.
  • Uso irregular de medicamentos: por um período não especificado.
  • Atendimento de emergência: quatro dias após o acidente, por episódio depressivo não especificado.

Para a defesa, esse conjunto de evidências cria uma “dúvida razoável e robusta” sobre a capacidade mental do militar no momento do acidente.

Detalhes do acidente e da prisão

O acidente ocorreu no cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa, às 6h24 do sábado (20). A vigilante Miriam voltava do trabalho de motocicleta quando foi atingida pela caminhonete S10 conduzida pelo militar. Ela morreu no local, no Dia do Vigilante.

O militar foi preso em flagrante e encaminhado para a Depac-Cepol. Ele passou por audiência de custódia no Fórum Heitor Medeiros na segunda-feira (22).

Versão do militar sobre a perseguição

Durante o interrogatório, o militar confessou ter ingerido bebida alcoólica (vodka com energético) por volta de 0h45, antes do acidente. Ele afirmou que, após sair de um fast-food no bairro Guanandi, um carro teria começado a persegui-lo após uma raspagem de retrovisores. “Eu comecei a correr dele”, disse o militar à polícia.

Questionado sobre o acidente, ele admitiu ter tentado furar o sinal vermelho: “Eu não vi a moto, eu estava correndo com o carro e eu tentei furar o sinal.” Segundo ele, após a colisão, desceu do veículo e entrou em choque ao saber da morte da vítima.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a caminhonete atinge a motocicleta, arremessando a vigilante. O veículo rodou na pista e parou no estacionamento de uma clínica.

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