Defesa de militar do Exército que matou vigilante em Campo Grande pede exame de insanidade
O pedido foi formalizado à Justiça após o militar ser preso em flagrante por atropelar e matar a vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos, no dia 20 de junho, em Campo Grande (MS). O teste do bafômetro apontou 0,42 mg/L de álcool no sangue do condutor.
Histórico psiquiátrico apresentado pela defesa
A defesa alega que o militar possui vasto histórico psiquiátrico, incluindo internação em maio de 2025 e diagnósticos de transtorno psicótico, de humor e depressivo. Os advogados listaram os seguintes pontos:
- Internação: ocorrida em maio de 2025, em hospital militar da região.
- Tentativas de suicídio: registradas na adolescência, segundo a defesa.
- Uso irregular de medicamentos: por um período não especificado.
- Atendimento de emergência: quatro dias após o acidente, por episódio depressivo não especificado.
Para a defesa, esse conjunto de evidências cria uma “dúvida razoável e robusta” sobre a capacidade mental do militar no momento do acidente.
Detalhes do acidente e da prisão
O acidente ocorreu no cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa, às 6h24 do sábado (20). A vigilante Miriam voltava do trabalho de motocicleta quando foi atingida pela caminhonete S10 conduzida pelo militar. Ela morreu no local, no Dia do Vigilante.
O militar foi preso em flagrante e encaminhado para a Depac-Cepol. Ele passou por audiência de custódia no Fórum Heitor Medeiros na segunda-feira (22).
Versão do militar sobre a perseguição
Durante o interrogatório, o militar confessou ter ingerido bebida alcoólica (vodka com energético) por volta de 0h45, antes do acidente. Ele afirmou que, após sair de um fast-food no bairro Guanandi, um carro teria começado a persegui-lo após uma raspagem de retrovisores. “Eu comecei a correr dele”, disse o militar à polícia.
Questionado sobre o acidente, ele admitiu ter tentado furar o sinal vermelho: “Eu não vi a moto, eu estava correndo com o carro e eu tentei furar o sinal.” Segundo ele, após a colisão, desceu do veículo e entrou em choque ao saber da morte da vítima.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a caminhonete atinge a motocicleta, arremessando a vigilante. O veículo rodou na pista e parou no estacionamento de uma clínica.
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