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Policial

Homem baleado em Sidrolândia é réu por ordenar morte de delator em tribunal do crime, aponta MPMS

O homem de 31 anos, alvo de tentativa de execução na quarta-feira (12), foi denunciado pelo MPMS por mandar matar um delator durante 'julgamento' do 'tribunal do crime' em julho de 2024.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 13/08/2026 - 15:32 | Meu MS News
Homem baleado em Sidrolândia é réu por ordenar morte de delator em tribunal do crime, aponta MPMS
Moto que a dupla utilizou para o crime. (Reprodução, Babalizando MS e Fala Povo Midiamax)

Vítima e mandante: o ‘tribunal do crime’

Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o delator, de 26 anos, foi atraído até a casa da namorada do mandante três dias após ser preso e confessar o esquema de tráfico de drogas da organização. No local, a mulher fez uma videochamada para o namorado, que estava preso, e posicionou o celular na sala para que ele pudesse ver o ‘julgamento’.

Durante a sessão, o mandante leu o interrogatório policial do delator, ao qual o grupo teria tido acesso por meio do advogado. O rapaz foi ‘sentenciado’ à morte como vingança pela delação. No momento do julgamento, o mandante foi apontado como líder e disse que ‘os caras iam levá-lo para matar’.

Detalhes da execução frustrada

A vítima foi agredida com coronhadas, teve mãos e pés amarrados com corda e foi amordaçada com pano. Após ficar inconsciente, foi colocada no porta-malas de um Corsa preto e levada para perto de uma fazenda na MS-162. Durante o trajeto, o delator acordou, conseguiu se soltar e fugiu pelo mato, pedindo ajuda e acionando a Polícia Militar.

  • Agressão: coronhadas, amarração e amordaçamento
  • Veículo utilizado: Corsa preto
  • Local do abandono: próximo a fazenda na MS-162
  • Fuga: vítima acordou, se desamarrou e correu para pedir socorro

Organização criminosa e tráfico de drogas

O MPMS aponta que, entre 2023 e 2024, o homem e sua namorada mantinham um ponto fixo de vendas de drogas na Rua Leoncio de Souza Brito, em Sidrolândia. Mesmo preso, o réu monitorava pagamentos e pontos de venda, enquanto a namorada comandava as operações fora do presídio. Análises de celular de uma integrante do grupo mostraram que os pagamentos eram feitos majoritariamente à namorada, que admitiu ser responsável pela contratação dos demais membros e pela distribuição dos entorpecentes.

  • Crime: integrar organização criminosa e tráfico de drogas
  • Local do ponto de venda: Rua Leoncio de Souza Brito, Sidrolândia
  • Papel do réu: monitorar pagamentos e comandar de dentro do presídio
  • Papel da namorada: comandar operações externas e distribuir drogas

Defesa questiona provas

A Defensoria Pública, representando o réu, pediu a absolvição alegando que as provas de conversas do WhatsApp são inválidas, pois os investigadores usaram capturas de tela em vez de perícia forense. O grupo foi denunciado por integrar organização criminosa e tentativa de homicídio qualificado.

Tentativa de homicídio contra o réu

Na tarde de quarta-feira (12), o homem de 31 anos foi alvo de disparos quando estava na casa da namorada, no bairro Pindorama. Dois suspeitos bateram palmas e o chamaram pelo nome; ao sair, foi atingido no abdômen e no antebraço esquerdo. Ele conseguiu correr, pegar uma moto e se deslocar até o Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, onde está em observação.

Durante as investigações, a Polícia Militar abordou um carro de aplicativo com a suspeita e outras três pessoas. Um dos homens jogou um revólver calibre .38 no chão. Foram encontradas também munições de calibre .380 e carregadores. Os suspeitos confessaram o ataque; a mulher disse que pilotou a moto Yamaha Factor YBR preta, abandonada em uma mata no bairro Pé de Cedro, juntamente com capacete e casaco. As armas do crime, segundo um suspeito, foram resgatadas por ‘irmãos’. Um dos suspeitos tinha mandado de prisão em aberto. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Sidrolândia.

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