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Policial

Adolescente de 14 anos executado a tiros em Campo Grande teria participado da morte de ex-militar Jorciley

Vítima teria atuado como comparsa no homicídio de Jorciley Eloy de Moraes, morto a tiros no dia 12 de março.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 17/08/2026 - 12:38 | Meu MS News
Adolescente de 14 anos executado a tiros em Campo Grande teria participado da morte de ex-militar Jorciley
Local onde aconteceu o crime. (Foto: Madu Livramento, Midiamax)

O adolescente de 14 anos executado a tiros no sábado (15), no Jardim Noroeste, em Campo Grande, teria participado da morte do ex-militar do Exército Jorciley Eloy de Moraes, de 46 anos. O crime ocorreu no dia 12 de março, quando a vítima foi confundida com o irmão e morta a tiros.

Segundo informações repassadas ao Midiamax, o adolescente estava em uma motocicleta com um comparsa durante a execução de Jorciley. Ainda não se sabe se o jovem estava armado ou pilotando o veículo. A vítima foi atingida por um tiro na cabeça enquanto estava sentada, sendo socorrida por populares e levada ao Hospital Santa Casa, onde morreu.

Motivação da execução do adolescente pode ser vingança

A morte do adolescente, também no Jardim Noroeste, pode ter relação com um desentendimento ocorrido meses atrás em uma tabacaria. Um dos suspeitos preso na manhã desta segunda-feira (17) teria recebido um tapa do adolescente e buscava vingança.

Conforme informações policiais, a vítima e os suspeitos seriam de facções rivais, o que também pode ter motivado a execução. Na prisão, a dupla estava com munições e a arma usada no crime. Segundo apuração do jornal, os suspeitos seriam do PCC (Primeiro Comando da Capital), enquanto o adolescente era do CV (Comando Vermelho).

Polícia confirma relação entre mortes no Jardim Noroeste

O tenente-coronel Edcezar Zeilinger, comandante do 9º BPM (Batalhão da Polícia Militar), afirmou que há indícios de vingança entre os crimes recentes no bairro. “O que a gente percebe, sim, é que houve alguns homicídios recentes nos últimos dois meses e alguns deles têm características de acerto de contas”, explicou.

Durante o interrogatório, a dupla presa preferiu o silêncio e não respondeu às perguntas. A Polícia Civil investiga os casos e busca esclarecer a motivação exata das execuções.

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