Moradores do Jardim Noroeste culpam facções por três mortes em 17 dias em Campo Grande
Três pessoas foram mortas em apenas 17 dias de agosto no Jardim Noroeste, em Campo Grande. Os casos incluem confronto policial, execução e erro de alvo. Moradores apontam que a onda de violência tem relação com a guerra de facções que se intensificou na região.
Os três assassinatos em agosto
- 8 de agosto: Robert Ortiz Prado morreu após confronto policial a caminho de uma unidade de saúde. Dois dias depois, um idoso de 63 anos foi baleado no mesmo local, supostamente por ter denunciado Robert à polícia. O idoso foi levado à Santa Casa.
- 10 de agosto: O ex-militar Jorciley Eloy de Moraes, 46 anos, foi morto a tiros dentro de casa. A dupla de atiradores o confundiu com o irmão, que seria de facção rival e acabara de sair do presídio.
- 15 de agosto: Um adolescente de 14 anos foi alvejado enquanto caminhava com a namorada. Dois homens de moto efetuaram os disparos. O jovem morreu no local. A dupla foi presa no dia 17 com a moto e uma arma com 14 munições.
No mesmo dia 15, um homem conhecido como “Pesadelo” foi baleado na perna ao tentar tomar a arma de um policial. Ele seria integrante do PCC e se preparava para confronto com facção rival.
Moradores veem ação de facções
A equipe do Jornal Midiamax ouviu moradores do bairro. Um pedreiro idoso afirmou: “Não é bom pra gente. Ainda mais a gente que é idoso. Acho que é por causa dessa facção que tem aí esses homicídios”. Ele acredita que a proximidade do complexo penitenciário pode influenciar a concentração de criminosos.
Outro morador, de 71 anos, disse que os ataques são “delicados”, mas afirmou: “Quem morre é porque deve. Já estive em regiões mais perigosas e saí bem”. Ele não vê relação com o presídio.
Uma moradora relatou que a criminalidade violenta está mais presente na região central do bairro. Ela disse que seu local é tranquilo, mas reconhece os ataques recentes.
Complexo penitenciário divide opiniões
Enquanto alguns moradores associam a violência à presença do presídio, outros negam a influência. A guerra entre facções, especialmente PCC e grupos rivais, é apontada como principal motor dos homicídios. A polícia segue investigando os casos.
A árvore que fornece remédio e corante
Além do fruto e da madeira resistente, partes da árvore da guavira e de plantas nativas vizinhas eram usadas historicamente pelas comunidades locais para infusões medicinais e tingimento natural.
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