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Policial

Polícia Civil de MS confirma feminicídio de Fabíola Marcotti pelo médico João Jazbik Neto em Campo Grande

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher descartou suicídio e concluiu que fisioterapeuta foi assassinada pelo marido em maio.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 17/08/2026 - 16:36 | Meu MS News
Polícia Civil de MS confirma feminicídio de Fabíola Marcotti pelo médico João Jazbik Neto em Campo Grande
Fabíola Marcotti morreu aos 51 anos, em Campo Grande. (Reprodução, Arquivo Pessoal)

Prestes a completar três meses da morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) concluiu que ela foi vítima de feminicídio, em Campo Grande. Ou seja, ela foi assassinada no dia 18 de maio, pelo então marido, o médico João Jazbik Neto, de 78 anos, em uma propriedade na Chácara dos Poderes.

Investigação descarta suicídio e confirma feminicídio

A ordem de prisão foi expedida pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. Já na tarde desta segunda-feira (17), faltando um dia para completar três meses do assassinato, a PCMS (Polícia Civil de Mato Grosso do Sul), através da Deam, confirmou que o caso se trata de feminicídio, descartando a hipótese de suicídio.

“A prisão somente foi possível após a conclusão das perícias técnicas, que reuniram elementos probatórios suficientes para comprovar a materialidade do feminicídio. A investigação contou com laudos periciais do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal que afastaram categoricamente a hipótese de suicídio inicialmente cogitada”, diz trecho da nota.

Médico preso preventivamente pela Justiça

Durante audiência de custódia, na manhã de sábado (15), a Justiça manteve a prisão de João. Ele foi preso após a Justiça decretar sua prisão preventiva na sexta-feira (14). O cardiologista passou por exame de corpo de delito no Imol, no sábado, e o relatório apontou que ele não apresentava sinais de lesão corporal recentes. Já durante a audiência com o juiz Francisco Soliman, João confirmou que não sofreu maus-tratos durante a prisão em flagrante ou na delegacia.

A defesa pediu a revogação da prisão e que ele fosse encaminhado para o Centro de Triagem devido à idade e ao estado de saúde. O magistrado não reconheceu o pedido por não ser o juiz competente, mas recomendou o encaminhamento para o Centro de Triagem.

Defesa do médico mantém versão de suicídio

Ao Jornal Midiamax, a defesa do médico, representada pelo advogado José Belga Assis Trad, afirma que o suspeito se mantém firme na sua versão. “O inquérito policial é um procedimento inquisitivo, o que significa dizer que não há contraditório, nem exercício do direito de defesa, nessa fase processual. O Dr. João Jazbik se mantém firme na sua versão e lamenta todo tipo de exploração enviesada e sensacionalista da tragédia”, disse a defesa.

Relembre o caso

Fabíola foi encontrada morta com um tiro na cabeça em sua casa, uma propriedade na Chácara dos Poderes, em Campo Grande. A mulher morava com o marido quando foi encontrada sem vida no dia 18 de maio deste ano. Na ocasião, o médico chegou a acionar a polícia e alegou que a esposa teria cometido suicídio. Ao chegarem ao local, os militares encontraram o marido da vítima e equipes do Corpo de Bombeiros, que já haviam constatado o óbito.

Aos policiais, o médico disse que a esposa fez atividades de rotina matinal e, em determinado momento, foi para o andar superior da casa, onde fica o quarto do casal. Ele alegou ter ouvido um disparo e encontrado a porta aberta e a companheira caída ao chão.

Para os familiares da vítima, a decisão judicial assegura que os laudos periciais e os depoimentos sejam concluídos com “rigor técnico”. O caso segue sendo investigado.

Feminicídios em Mato Grosso do Sul em 2026

  • Josefa dos Santos (Bela Vista) – 16 de janeiro
  • Rosana Candia Ohara (Corumbá) – 24 de janeiro
  • Nilza de Almeida Lima (Coxim) – 22 de fevereiro
  • Beatriz Benevides (Três Lagoas) – 25 de fevereiro
  • Liliane de Souza Bonfim Duarte (Ponta Porã) – 6 de março
  • Leise Aparecida Cruz (Anastácio) – 6 de março
  • Ereni Benites (Paranhos) – 8 de março
  • Fátima Aparecida da Silva (Selvíria) – 23 de março
  • Marlene de Brito Rodrigues (Campo Grande) – 6 de abril
  • Vera Lúcia da Silva (Eldorado) – 12 de abril
  • Zelita Rodrigues de Souza (Mundo Novo) – 30 de abril
  • Fabíola Marcotti (Campo Grande) – 18 de maio
  • Maria do Carmo de Souza (Naviraí) – 28 de junho
  • Paula de Souza Conceição (Fátima do Sul) – 11 de julho
  • Rosenilda de Oliveira Candelario (Nioaque) – 17 de julho
  • Terezinha Nantes de Arruda (Campo Grande) – 27 de julho
  • Ana Carolina Goes (Água Clara) – 30 de julho
  • Adrielle Encarnação Rodrigues (Corumbá) – 31 de julho
  • Rose Batista Cabreira (Dourados) – 2 de agosto
  • Adriana Barrios (Paranhos) – 5 de agosto
  • Nathalia Rodrigues Nogueira (Rio Verde de Mato Grosso) – 6 de agosto

Onde buscar ajuda em Mato Grosso do Sul

  • Casa da Mulher Brasileira (Campo Grande): Rua Brasília, s/n, Jardim Imá, 24 horas. Inclui Deam, Defensoria Pública, Ministério Público, Vara de Medidas Protetivas, atendimento social e psicológico, alojamento, brinquedoteca, Patrulha Maria da Penha e Guarda Municipal. Telefone: 153.
  • Central de Atendimento à Mulher: 180 (orientação e encaminhamento, 24 horas).
  • Emergência: 190.
  • Promuse (WhatsApp): (67) 99180-0542.
  • DAMs no interior: Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
  • Corregedoria da Polícia Civil de MS: (67) 3314-1896.
  • Gacep/MPMS: (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.
Mascote Capy
🧉 Papo de Capivara

A árvore que fornece remédio e corante

Além do fruto e da madeira resistente, partes da árvore da guavira e de plantas nativas vizinhas eram usadas historicamente pelas comunidades locais para infusões medicinais e tingimento natural.

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