Família critica soltura de médico suspeito de matar fisioterapeuta em MS
Família se manifesta contra decisão judicial
A família da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 41 anos, se pronunciou nesta quinta-feira (20) após a Justiça de Campo Grande soltar o médico João Jazbik Neto, de 78 anos, marido da vítima. Em nota, os parentes afirmaram: “Recebemos com profundo inconformismo e indignação a decisão liminar que determinou a soltura do investigado. Respeitar uma decisão judicial não significa concordar com ela. E a família não concorda.”
Fabíola foi encontrada morta com um tiro na cabeça em maio deste ano, na Chácara dos Poderes. O cardiologista chegou a alegar suicídio, mas o inquérito da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) concluiu que se tratou de feminicídio.
Entenda o caso
O crime: No dia 18 de maio, Fabíola foi achada sem vida no quarto do casal. O médico disse à polícia que ouviu um disparo após estranhar a demora da esposa. Ele acionou caseiros e a PM.
Investigação: A 1ª Deam instaurou inquérito. Laudos periciais do Instituto de Criminalística e do IML descartaram a hipótese de suicídio. O médico chegou a ser preso no dia do crime por posse irregular de arma de fogo.
Prisão e soltura: Em 14 de junho, a 2ª Vara do Tribunal do Júri decretou a prisão preventiva. Contudo, no sábado (15), a defesa contestou a medida. No dia 18, o inquérito foi concluído apontando feminicídio. Nesta quinta (20), o habeas corpus foi concedido, e o investigado foi solto sem monitoramento eletrônico.
Reação da defesa
O advogado José Belga Assis Trad, que representa o médico, afirma que João é inocente. A defesa nega as acusações e aguarda o andamento do processo.
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