Mulher que fingiu ser criança para adoção em Campo Grande é condenada à prisão
Amanda Maria Souza Oliveira, de 37 anos, foi condenada a 1 ano, 10 meses e 28 dias de prisão, em regime inicial semiaberto, por fingir ser uma criança de 12 anos e tentar ser adotada. A audiência ocorreu em Joinville (SC), onde ela enganou um casal e foi presa em abril de 2025.
Condenação por estelionato e falsa identidade
Conforme decisão do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a condenação foi requerida pelos crimes de estelionato e falsa identidade. A criminosa criou uma personagem fictícia e simulou situações de vulnerabilidade para obter benefícios materiais entre fevereiro de 2025 e junho de 2026.
A denúncia descreve que a acusada usou a identidade falsa de “Gabriele Ferreira dos Santos” e simulou ser uma criança. A estratégia permitiu que ela fosse acolhida pelas vítimas, que custearam integralmente sua subsistência, incluindo:
- Moradia e alimentação
- Transporte
- Comemoração de aniversário
- Medicamentos de alto custo para emagrecimento
Narrativa de abusos para sensibilizar vítimas
Segundo o MPSC, a criminosa utilizou uma narrativa de abusos e situações graves, como supostos maus-tratos por parte de familiares e exploração, para sensibilizar as vítimas. Para dar credibilidade à história, ela adotou comportamentos compatíveis com a identidade fictícia, como fala infantilizada, uso de objetos típicos da infância e simulação de crises emocionais.
Tentativa de adoção em Campo Grande
Antes da condenação em Santa Catarina, Amanda já havia tentado ser adotada em Campo Grande. Na ocasião, ela foi levada à delegacia por falsa identidade. A Polícia Militar foi acionada por uma cuidadora social de uma unidade de acolhimento institucional para crianças e adolescentes.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher alegava ter nascido em outubro de 2010, em Feira de Santana (BA), e dizia ter 13 anos. Funcionários do abrigo desconfiaram e, após buscas na internet, encontraram notícias de uma mulher de 42 anos que havia sido levada à delegacia por aplicar golpes. Eles suspeitaram que se tratava da mesma pessoa.
O calor que testa a resistência no campo
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