Grupo armado encapuzado rouba carros com muambas na MS-164
Duas mulheres, de 45 e 37 anos, foram vítimas de um assalto na MS-164, em Ponta Porã, na fronteira com Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Elas transportavam mercadorias de perfumes e relógios e foram obrigadas a entregar os carros com os produtos. O crime ocorreu na noite de quinta-feira (27).
Como ocorreu o roubo?
Segundo o boletim de ocorrência, uma das vítimas havia buscado os produtos em uma transportadora e seguiria para Nova Alvorada do Sul. Ela dirigia um Fiat Palio e estava acompanhada do marido. Atrás dela, vinha um Fiat Uno conduzido por outra mulher.
As motoristas seguiam pela MS-164 no sentido Ponta Porã-distrito de Itamarati quando foram interceptadas por um grupo armado em uma Toyota Hilux. O grupo fez manobras forçando os veículos a parar às margens da rodovia. Dois suspeitos desceram armados e encapuzados, enquanto outros dois permaneceram na caminhonete.
Os criminosos efetuaram disparos e gritaram para que a condutora do Palio e o marido descessem, permitindo apenas que ela pegasse a bolsa. Um suspeito assumiu a direção do veículo e outro abordou a condutora do Uno, obrigando-a a entregar o carro.
Investigação em andamento
O grupo fugiu levando os carros e as mercadorias. Até o momento, os autores não foram identificados. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Ponta Porã e está sendo investigado.
Quadrilhas especializadas em roubo de muambas
Em maio deste ano, uma operação em Dourados prendeu três pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha especializada em roubo de muambeiros. O grupo teria repassado mais de R$ 300 mil em mercadorias. As vítimas eram abordadas após realizarem compras no Paraguai.
Dois homens foram presos por receptação e uma mulher detida por participação no grupo. Um dos homens comprava a mercadoria roubada e a revendia em um comércio de Dourados. Ele foi preso em flagrante portando uma pistola com quatro munições intactas.
O papel das mulheres na preservação das tradições
A transmissão oral de mitos, receitas ancestrais e técnicas de cerâmica nas comunidades tradicionais e quilombolas do estado é mantida viva e forte através do protagonismo das mulheres mais velhas.
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