Joaquim Cruz diz que Piu tem ‘muito mais a conquistar’ após recorde mundial
O recorde mundial de Alison dos Santos, o Piu, nos 400 m com barreiras (45s80) na etapa de Zurique da Diamond League, na quinta-feira (28), foi celebrado por um dos maiores nomes do atletismo brasileiro: Joaquim Cruz. O ex-atleta de 63 anos, dono de ouro (1984) e prata (1988) olímpicos nos 800 m, destacou a maturidade do jovem de 26 anos.
Elogios à seriedade e profissionalismo
“É uma felicidade enorme. Ele tem muito mais coisa para conquistar”, afirmou Cruz à Folha. Para ele, a seriedade é uma das marcas de Piu, que contrasta com o jeito brincalhão em público. “Eu encontrei um cara mais sério do que eu era. Ele superou 10 mil vezes. É bom ver um brasileiro se comportando como profissional dentro e fora das pistas”, completou.
Alison já soma duas medalhas olímpicas de bronze (Tóquio 2021 e Paris 2024), além de ouro e prata em Mundiais (2022 e 2025).
Mudança para os EUA e mentoria
Próximo ao técnico Felipe de Siqueira, Joaquim Cruz influenciou a decisão de Piu se mudar para Clermont, na Flórida, em 2024. “Para ter resultados desse tamanho, é preciso morar onde se pode treinar e competir nesse nível. Disse ao Felipe que era um investimento que só traria ganhos”, recordou. Cruz se considera um mentor do treinador, não do atleta: “O Alison não precisa de mentoria, é um cavalo!”
Sonho do ouro em Los Angeles
Joaquim Cruz fez um pedido especial para 2028: “A única coisa que gostaria é que ele repetisse esse resultado em Los Angeles, como eu fiz há 42 anos.” O ex-corredor vê paralelos entre a relação de Piu com Felipe e a que teve com seu técnico, Luiz Alberto de Oliveira.
O papel das mulheres na preservação das tradições
A transmissão oral de mitos, receitas ancestrais e técnicas de cerâmica nas comunidades tradicionais e quilombolas do estado é mantida viva e forte através do protagonismo das mulheres mais velhas.
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