Justiça mantém prisão de suspeito de traficar drogas pelo aeroporto de Corumbá
A Justiça Federal indeferiu o pedido de revogação da prisão preventiva de um dos donos dos entorpecentes transportados pelo Aeroporto de Corumbá, a 429 km de Campo Grande. O suspeito, que ainda não foi preso, é apontado como o responsável pela droga na Bolívia, país fronteiriço com Corumbá.
Esquema movimentou R$ 37 milhões
Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava voos comerciais para enviar drogas a outros estados. Em pouco mais de um ano, entre junho de 2022 e dezembro de 2023, a organização movimentou cerca de R$ 37 milhões. Um dos suspeitos, registrado como trabalhador de uma empresa varejista, teria movimentado mais de R$ 50 milhões no mesmo período.
Participação de funcionário de companhia aérea
As apurações da Polícia Federal revelaram a participação de um funcionário de uma companhia aérea no esquema. Em um dia sem fiscalização ostensiva no aeroporto, ele fez questionamentos suspeitos a outro envolvido. As conversas entre os investigados mencionam a fiscalização da PF no local. O funcionário atuava em empresa responsável pelo transporte de bagagens até a aeronave.
Bate-volta e cobranças em dólar
Uma mulher suspeita de integrar o grupo viajou diversas vezes em bate-volta de Corumbá para São Paulo. Diálogos extraídos de aplicativos de mensagens mostram cobrança do fornecedor na Bolívia, que tinha valores a receber de até 22 mil dólares.
Divisão de funções e estrutura internacional
A Justiça considerou que as provas indicam divisão de funções, estrutura transnacional e cadeia de fornecimento de drogas. As conversas apontam que o suspeito não era mero transportador, mas fornecedor internacional da substância ilícita.
- Valor movimentado pelo grupo: R$ 37 milhões (junho de 2022 a dezembro de 2023)
- Valor movimentado por outros investigados: cerca de R$ 50 milhões (março de 2022 a dezembro de 2023)
- Cobrança em dólar: 22 mil dólares a receber pelo fornecedor na Bolívia
Diante dos fatos, a Justiça indeferiu o pedido de revogação da prisão preventiva formulado pela defesa. O mandado de prisão ainda não foi cumprido, e a autoridade policial tem 72 horas para oficializar o cumprimento.
O papel das mulheres na preservação das tradições
A transmissão oral de mitos, receitas ancestrais e técnicas de cerâmica nas comunidades tradicionais e quilombolas do estado é mantida viva e forte através do protagonismo das mulheres mais velhas.
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