Familiares viajam 15h e são surpreendidos com suspensão de entregas na Máxima
Familiares que viajaram mais de 15 horas de diferentes estados foram surpreendidos com a suspensão da entrega de pertences aos presos do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, o Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, nesta quarta-feira (2). O cancelamento ocorreu devido ao segundo dia da Operação Nêmesis, que realiza um pente-fino na unidade prisional, com transferências de detentos.
Entrega suspensa durante Operação Nêmesis
A operação foi deflagrada após presos comemorarem o aniversário de 33 anos do PCC (Primeiro Comando da Capital) e exibirem a festa em vídeos dentro da Máxima. Na manhã desta quarta, os familiares se depararam com um aviso de suspensão na porta do presídio e ficaram revoltados. Muitos saíram de Petrolina (PE), São Paulo, Corumbá, Três Lagoas e Sidrolândia para fazer a entrega, que ocorre uma vez por mês, na primeira quarta-feira.
Revolta e preocupação de familiares
A esposa de um detento lamentou o cancelamento: “Para eu vir hoje foi meio complicado, porque moro longe. Enfrentamos toda aquela restrição para entrar os pertences, mas hoje a gente não pôde fazer a entrega”. Sem previsão de nova data, os parentes temem que as visitas também sejam suspensas. “A esperança é a última que morre!”, disse ela.
Outra familiar culpou os próprios presos pela festa e transmissão ao vivo nas redes sociais. “A gente que paga o pato! Estávamos lutando para entrar com lâmpada, extensão, e agora tudo foi para o ralo”, afirmou.
O que diz a Agepen
A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen-MS) informou, em nota, que a suspensão é necessária para garantir a segurança da operação. A entrega será reagendada e os familiares serão avisados. A nota ressalta que a operação requer sigilo e não permite comunicação prévia.
Drogas entraram por drones
A Agepen afirmou que as drogas apreendidas nos vídeos entraram na Máxima por arremessos de drones. Entre 25 e 29 de agosto, 13 tentativas de entrega por drones foram interceptadas, mas não impediram a entrada de entorpecentes. Após a divulgação do caso pelo Midiamax, a Agepen realizou o pente-fino e abriu procedimentos administrativos contra os envolvidos.
Nos vídeos, os criminosos mostram uma mesa forrada de cocaína e comemoram os 33 anos do PCC, chamando a Máxima de “maior sede dentro de MS”. A Agepen não divulgou nomes nem quantos foram transferidos, alegando sigilo.
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