Abel Ferreira rebate denúncia no STJD e diz: ‘Não matei ninguém’
Antes mesmo de ser julgado, Abel Ferreira se defendeu e fez um curto desabafo ao ser questionado sobre a denúncia da Procuradoria do STJD por ter chutado um microfone durante a partida contra o Mirassol. “Eu não matei ninguém. Vivo o futebol intensamente. Me chamo Abel Ferreira e sou ser humano. Vou cometer erro como todos nós”, afirmou o treinador após o empate sem gols com o Santos que garantiu o Palmeiras nas semifinais da Copa do Brasil.
Histórico de punições e defesa
Abel lembrou que já foi multado pela Conmebol em US$ 10 mil (R$ 51,5 mil) por conduta similar na Libertadores, além de reembolso de US$ 1.832,60 (R$ 9,4 mil) pelo equipamento danificado. “Não me tiraram do jogo. Vocês sabem que já fui julgado pelo STJD e levei 8 jogos”, disse, referindo-se à suspensão aplicada em abril. O treinador será julgado na próxima sexta-feira (4) pela Terceira Comissão Disciplinar do STJD por “conduta antidesportiva”, com base no artigo 258 do CBJD, que prevê pena de um a seis jogos de suspensão.
A Procuradoria afirmou que o chute não foi acidental, mas uma “ação voluntária contra o equipamento, caracterizada como manifestação de destempero e inconformismo”.
Desempenho do time e situação de Vitor Roque
Abel também comentou a atuação do Palmeiras, que controlou o Santos mas não foi eficiente no ataque, e defendeu o atacante Vitor Roque, muito criticado pelos gols perdidos. “Sabe quem o aguentou nas costas por 10 ou 15 jogos ano passado? Quando falavam que era ‘bagre’… Quem suportou cada coletiva?”, disse o técnico, que optou por deixar o “Tigrinho” no banco e usá-lo no segundo tempo. “Minha função é treinar, sou treinador. E educar, sou professor. Dizer qual é o caminho. Depois cada um faz seu caminho. É um moleque que precisa de carinho e atenção, estamos cuidando dele.”
O Palmeiras enfrentará o Vasco na semifinal da Copa do Brasil (dias 1 e 8 de novembro). Antes, o foco é no Brasileirão e na Libertadores: domingo contra o Botafogo no Rio, e quarta-feira que vem diante da LDU no Allianz Parque.
O teatro de rua que ocupa as praças
Coletivos de teatro independente de Campo Grande transformaram as praças centrais em palcos abertos, promovendo festivais anuais que levam artes cênicas e crítica social para perto da população.
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