Idosa presa por morte de motociclista já havia causado outro acidente há 6 anos
Idosa de 64 anos presa após atropelar e matar a motociclista Analia Alves Bandeira, de 43 anos, em Campo Grande, já havia sido detida há seis anos por outro acidente envolvendo uma motocicleta. O caso mais recente ocorreu na tarde de quarta-feira (2), na Avenida Gunter Hans, quando a motorista pressionou a vítima contra a traseira de um caminhão. Nesta quinta (3), a Justiça concedeu prisão domiciliar e determinou a apreensão do carro.
Acidente de 2020 no Aero Rancho
Em 3 de junho de 2020, também em uma quarta-feira, a idosa foi presa após colidir com uma motocicleta no bairro Aero Rancho. Na ocasião, a Polícia Militar (PM) foi acionada por moradores que relataram o acidente e a fuga da condutora. Testemunhas disseram que desconhecidos chegaram ao local e ameaçaram buscar uma arma.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher dirigia um HB20 pela Rua Damianópolis, sentido Norte/Sul, quando não respeitou a sinalização de ‘Pare’ e avançou a via preferencial, a Avenida Rachel de Queiroz. Ela bateu contra uma motocicleta Fan, conduzida por um jovem de 19 anos, que trafegava no sentido Leste/Oeste.
O motociclista foi socorrido pelo Samu com escoriações e encaminhado à UPA das Moreninhas. O carro da idosa foi levado ao pátio do Detran.
Motorista admitiu ter bebido cerveja
De acordo com o registro policial, a mulher apresentava odor etílico e comportamento agressivo. Ela recusou atendimento médico e disse que queria ir embora porque havia bebido ‘latinhas’ de cerveja. A motorista também recusou o teste do bafômetro, o que levou os policiais a lavrar um termo de constatação de alteração da capacidade psicomotora.
Ela ainda teria afirmado que um dos policiais pediu R$ 500 para liberá-la, mas negou o fato ao ser apresentada na delegacia. Em seu depoimento, a idosa alegou que estava parada na esquina, respeitando o sinal de ‘Pare’, e atribuiu o acidente à alta velocidade do motociclista.
Inicialmente, disse ter bebido duas latas de cerveja, depois reduziu para ‘meia lata’ no horário do almoço. No dia seguinte, passou por audiência de custódia e foi liberada provisoriamente. O processo foi encerrado com acordo de não persecução penal.
Acidente fatal na Gunter Hans
O acidente que vitimou Analia ocorreu próximo ao cruzamento com a Avenida Ministro João Alberto, no bairro São Jorge da Lagoa. Ela trabalhava como promotora em um supermercado e parou no semáforo vermelho, atrás de um caminhão, quando foi atingida pela condutora do Prisma, que a pressionou contra a traseira do veículo.
A motorista do Prisma foi flagrada com a CNH vencida e suspensa. O motorista do caminhão, de 31 anos, contou que ouviu o barulho da batida e, ao descer, encontrou a vítima gravemente ferida. Analia morreu no local.
A idosa passou mal e foi levada à UPA Leblon. Durante o interrogatório, alegou que o sol atrapalhou sua visão e disse não saber que a CNH estava vencida e suspensa.
O teatro de rua que ocupa as praças
Coletivos de teatro independente de Campo Grande transformaram as praças centrais em palcos abertos, promovendo festivais anuais que levam artes cênicas e crítica social para perto da população.
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