EUA colocam Mato Grosso do Sul em alerta máximo para viagens
O governo dos Estados Unidos elevou Mato Grosso do Sul ao nível máximo no alerta oficial de segurança para viagens. A decisão, atualizada em 31 de agosto de 2025, recomenda que cidadãos norte-americanos não viajem para a região, citando riscos de sequestro, violência armada, terrorismo e distúrbios civis.
Faixa de alerta abrange 160 km da fronteira
O Nível 4: Não Viaje atinge uma faixa de aproximadamente 160 quilômetros a partir das divisas do Brasil com Paraguai e Bolívia. Essa área cobre grande parte do sul e oeste de Mato Grosso do Sul. O documento passou a mencionar explicitamente o risco de sequestro no Brasil, novidade em relação a versões anteriores.
Cidades de MS na zona de risco máximo
Dentre os municípios inteiramente dentro do raio estão:
- Corumbá e Ladário
- Porto Murtinho
- Bela Vista e Ponta Porã
- Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos
- Sete Quedas e Mundo Novo
A região é uma das mais ativas economicamente na fronteira, mas também monitorada pelo crime organizado transnacional. Um ponto de confusão: o alerta menciona o Pantanal como exceção, mas refere-se ao Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, em Poconé (MT). Corumbá e Ladário continuam incluídas. Campo Grande fica fora do raio de 160 km.
Impacto prático do alerta
Para moradores e viajantes, o alerta é uma orientação do governo americano, não uma interdição formal. No entanto, o nível 4 afeta o fluxo de turistas dos EUA, pode interferir em seguros de viagem e sinaliza preocupação internacional. Funcionários do governo americano no Brasil precisam de autorização especial para entrar na zona.
O documento justifica o alerta com crimes violentos, presença de organizações criminosas ligadas ao narcotráfico e golpes em que vítimas são sedadas antes de serem roubadas. O Brasil como um todo está no nível 2 (maior cautela), mas com bolsões de nível 4 nas fronteiras e em quatro regiões do Distrito Federal.
A classificação ecoa operações recentes, como a Operação Jaguaretê-Oeste do Exército, que mobilizou 600 militares na fronteira de MS e resultou em prejuízos de R$ 66 milhões ao crime organizado. O combate a facções como PCC e CV tornou-se prioridade com cooperação entre forças brasileiras e bolivianas.
O teatro de rua que ocupa as praças
Coletivos de teatro independente de Campo Grande transformaram as praças centrais em palcos abertos, promovendo festivais anuais que levam artes cênicas e crítica social para perto da população.
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