Mulher é presa por mandar matar pai, dono de funerária na fronteira
Uma mulher foi presa na madrugada deste domingo (6) em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha a Ponta Porã, suspeita de tentativa de homicídio contra o pai, dono da funerária Pax Conesul. A vítima foi atingida por tiros nas costas no sábado (5), quando chegava em casa.
Prisão após ataque à funerária
De acordo com a imprensa local, a prisão ocorreu horas depois de a funerária ser alvo de disparos na madrugada de domingo. A suspeita, que era administradora do negócio, já tinha mandado de prisão em aberto pelo atentado contra o pai. A Polícia Nacional do Paraguai foi acionada após um homem de moto efetuar diversos disparos contra a fachada da empresa. Peritos recolheram cápsulas de munição calibre 9 mm no local. O autor dos disparos conseguiu fugir.
Pai acusa a própria filha
O empresário, identificado como Marcelino, havia retornado de viagem a Ciudad del Este e chegava em casa, no bairro Jardín Aurora, quando foi surpreendido por um pistoleiro de motocicleta. A vítima tentou correr para o interior do imóvel, caiu e acabou atingida por um disparo nas costas. Socorrido e levado ao hospital, ele acusou a própria filha de ser a mandante do crime. “Pedi à minha filha que me devolvesse um veículo, e ela mandou um assassino atrás de mim”, teria dito Marcelino enquanto recebia ajuda de um sobrinho.
Investigação em andamento
A vítima está estável e segue em observação. As autoridades paraguaias investigam a motivação e a dinâmica do ataque. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a autoria dos disparos.
O dicionário próprio do estado
O falar sul-mato-grossense é um caldeirão cultural. Termos do dia a dia, como "moage" (frescura ou complicação) ou "chake" (cuidado), mostram a fusão direta e viva do português com o idioma indígena guarani e o espanhol da fronteira.
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