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Policial

Em MS, grupo que matou menina de 13 anos tinha hierarquia por violência

Delegada detalha que integrantes subiam de cargo conforme praticavam mais atos violentos em comunidades digitais.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 17/09/2026 - 12:06 | Meu MS News
Em MS, grupo que matou menina de 13 anos tinha hierarquia por violência
Operação Lívia, que teve sua segunda fase deflagrada na última terça-feira (15) em RS, SP, RJ, BA e DF. (Reprodução, Polícia Civil)

Um grupo investigado pela morte de uma adolescente de 13 anos em Naviraí, a 359 km de Campo Grande, operava com uma hierarquia baseada no nível de violência dos atos cometidos. A informação foi divulgada pela delegada Anne Karine Sanches Trevizan, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), durante coletiva de imprensa na quinta-feira (17).

Grupo usava ‘panelas’ em plataformas digitais

As comunidades virtuais, chamadas de “panelas”, eram abertas em aplicativos como Telegram, Discord, Instagram e Zang. O objetivo era praticar niilismo extremo e violência digital. Segundo a delegada, quanto mais atos violentos um integrante cometia, mais ele subia de cargo na hierarquia do grupo.

  • Plataformas utilizadas: Telegram, Discord, Instagram e Zang (para transmissão ao vivo)
  • Hierarquia: cargos como dono, subdono e vítimas; promoção baseada em número de vítimas e violência
  • Ideologia: ligações com misoginia e nazismo

Vítima foi coagida e transmitiu suicídio ao vivo

No caso da adolescente de Naviraí, duas “panelas” se uniram para formar uma plateia virtual. A menina foi ameaçada com fotos dos pais e coagida a tirar a própria vida. Ela se mutilou e escreveu o nome dos agressores sobre uma Bíblia antes de morrer. A transmissão ocorreu pelo Discord e Instagram.

Adolescentes não demonstram arrependimento

A delegada destacou que os jovens envolvidos têm hábitos noturnos, abandonaram a escola e vivem isolados em seus quartos, sem amigos físicos. Eles não demonstram arrependimento, mas sim satisfação pelos atos. “Existe uma necessidade pela violência”, afirmou Anne Karine.

  • Perfil dos adolescentes: trocam o dia pela noite, não frequentam escola, não têm amigos presenciais
  • Comportamento: satisfação com a violência, sem remorso

Operação Lívia prendeu 12 pessoas em duas fases

A primeira fase da Operação Lívia ocorreu em 4 de agosto. A segunda fase, deflagrada em 15 de outubro, cumpriu seis mandados de busca e apreensão em estados como Bahia, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Ao todo, 12 pessoas foram presas, incluindo adolescentes de 13 a 17 anos. Um adolescente de 17 anos de Aquidauana (MS) integrava o grupo.

As investigações continuam para identificar outros possíveis participantes. O diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE), Ivan Barreira, afirmou que espera dar sequência aos trabalhos para esclarecer todos os envolvidos.

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O rap de MS invadindo a MTV

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