Falsos médicos fazem duas vítimas e causam prejuízo de R$ 10 mil em Campo Grande
Em apenas um dia, dois casos de falsos médicos foram registrados em Campo Grande, causando um prejuízo total de R$ 10 mil às famílias. As vítimas, com parentes internados em hospitais da capital, receberam ligações de criminosos que se passavam por médicos e alegavam necessidade urgente de exames ou medicamentos, exigindo transferências em dinheiro.
Filho na UTI: pai perde R$ 4,2 mil
O caso mais recente ocorreu nesta quarta-feira (16). Um homem recebeu uma ligação de um número desconhecido. O suspeito se apresentou como “Dr. Paulo Rangel” e disse ser infectologista da Santa Casa. Ele afirmou que o hospital enfrentava dificuldades financeiras e que o filho da vítima, internado em estado grave na UTI, precisava urgentemente de uma medicação. Segundo o golpista, o pagamento de R$ 4,2 mil agilizaria a liberação do remédio, que normalmente levaria cinco dias.
Preocupado, o pai efetuou a transferência para uma conta bancária indicada pelo suspeito. Depois, foi ao hospital verificar a situação e descobriu que havia caído em um golpe. A unidade informou que não solicita pagamentos por telefone. A vítima guardou o comprovante da transferência e registrou boletim de ocorrência.
Marido na UTI: fonoaudióloga perde R$ 5,8 mil
Um dia antes, na terça-feira (15), uma mulher de 57 anos foi vítima do mesmo golpe. Segundo informações do Jornal Midiamax, ela recebeu uma ligação enquanto o marido se recuperava de uma cirurgia na UTI após um AVC. O criminoso, também se passando por infectologista, disse que uma bactéria havia comprometido 70% do corpo do paciente e que eram necessários exame e medicamentos não cobertos pelo plano de saúde.
A fonoaudióloga, preocupada, transferiu R$ 5.890 via Pix. Somente ao procurar o hospital descobriu que não havia qualquer registro do contato ou da solicitação. Os dois golpes somados causaram prejuízo de R$ 10.090 às famílias em Campo Grande.
Como se proteger do golpe do falso médico
- Verifique sempre: Hospitais e planos de saúde não pedem pagamentos por telefone para liberar exames ou medicamentos.
- Desconfie de urgências: Criminosos usam o desespero das famílias com pacientes graves para pressionar a transferência.
- Confirme com o hospital: Antes de qualquer pagamento, ligue diretamente para a instituição e confirme a situação.
- Registre o ocorrido: Em caso de golpe, reúna comprovantes e faça um boletim de ocorrência.
O rap de MS invadindo a MTV
O grupo Falange da Rima, cria da periferia de Campo Grande, foi pioneiro em quebrar a bolha do isolamento cultural do Estado. Os caras conseguiram emplacar o clipe pesado de "Circo dos Horrores" direto na grade nacional da antiga MTV Brasil.
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