Denar apreende quase 350 kg de cocaína durante a Operação Infiltrados
Levantamento do Jornal Midiamax aponta que a Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) apreendeu 348,9 quilos de cocaína entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026. Nesse mesmo período, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) investigava a Operação Infiltrados, com base em provas encontradas nas operações Traquetos e Blindspot.
Ao todo, as apreensões divulgadas pela Polícia Civil somaram 634,5 quilos de drogas. O volume pode ser ainda maior, já que o levantamento considera apenas ocorrências em que a quantidade de entorpecentes foi divulgada.
Denar soma 634 quilos de drogas em quatro meses
Os registros indicam 263 quilos apreendidos em outubro, 358 em novembro, 13 em dezembro e 500 gramas de crack em janeiro. A maior parte era cocaína, com 348,9 quilos no total.
- Outubro: cerca de 263 quilos de maconha e skunk.
- Novembro: mais de 358 quilos, incluindo 332 quilos de cocaína.
- Dezembro: cerca de 13 quilos de cocaína, skunk e haxixe.
- Janeiro de 2026: aproximadamente 500 gramas de crack; outra ação apreendeu cocaína e maconha sem peso revelado.
Maior apreensão de cocaína ocorreu na BR-163
Em 27 de novembro, a Denar e a PRF (Polícia Rodoviária Federal) abordaram uma caminhonete no km 452 da BR-163, em Campo Grande. Foram encontrados 332,4 quilos de cocaína em tabletes. O motorista foi preso em flagrante.
Incineração destruiu quase 10 toneladas de drogas
Em 6 de fevereiro, a Polícia Civil incinerou quase 10 toneladas de entorpecentes em Campo Grande. Na ocasião, o então titular da Denar, delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, acompanhou a destruição de quase 9 quilos de maconha e mais de 1 tonelada de cocaína.
Operação Infiltrados apura desvio de drogas
Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), policiais desviavam cocaína apreendida, que era entregue a traficantes para venda. O esquema teria duas formas: não registrar parte da droga em ocorrências ou retirar cargas de depósitos de delegacias.
Em fevereiro, o Gaeco cumpriu mandados de prisão e busca em Campo Grande, Dourados e Terenos. Hoffman deixou a Denar quatro dias depois da incineração, em 10 de fevereiro, para assumir o Garras. A defesa dele informou que foi surpreendida pela investigação e aguarda acesso aos autos.
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