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Estado

Matriarca do clã Jafar consegue prisão domiciliar por rotina de remédios

Juíza autoriza mudança de regime por estado de saúde delicado, com risco de crises convulsivas.
Por Camila Duarte - Meu MS News
Publicado em 03/10/2026 - 09:36 | Meu MS News
Matriarca do clã Jafar consegue prisão domiciliar por rotina de remédios
Rossana Paroschi Jafar. (Reprodução, Redes Sociais)

A juíza Eucélia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, decidiu converter a prisão preventiva da matriarca do clã Jafar para o regime domiciliar. A medida foi motivada pelo estado de saúde de Rossana Paroschi Jafar, que enfrenta epilepsia e depende de uma rotina intensa de medicamentos e exames.

Rossana estava detida no Presídio Feminino Irmã Irma Zorzi há quase três meses, acusada de integrar um esquema de fraude de R$ 27 milhões em prefeituras e órgãos estaduais de Mato Grosso do Sul. A decisão judicial foi expedida na quarta-feira (30).

Laudo médico aponta risco de agravamento

De acordo com o laudo médico emitido no início de setembro, desde que foi presa, Rossana sofreu duas crises convulsivas na prisão. No total, foram seis episódios desde 2022. O documento detalha que a paciente toma sete medicamentos por dia — dois a cada 12 horas e outros três com dose noturna.

O laudo também aponta dificuldades para manter a rotina de exames e acompanhamento neurológico no ambiente prisional: “A manutenção da paciente em regime fechado impõe severos entraves operacionais e logísticos ao acesso tempestivo ao especialista, elevando o risco de descompensação do quadro convulsivo”.

Para a juíza, o caso evidencia “a necessidade de cuidados especializados, de difícil execução adequada em ambiente prisional”, o que justifica a prisão domiciliar para evitar riscos à integridade física da ré.

Esquema milionário e Operação Gutenberg

As investigações do Gaeco revelaram que o grupo usava a Central de Regulação do Estado para condicionar a liberação de exames e internações à compra de livros das editoras controladas pela família Jafar. O esquema foi alvo da Operação Gutenberg, que apontou a participação do ex-chefe de regulação da saúde estadual, Ed Carlo Brito Burgatt.

Segundo o Gaeco, Rossana exercia forte poder de decisão na gestão financeira e administrativa da Editora Avante, determinando o destino dos recursos recebidos das prefeituras. Ela responde pelos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais e corrupção ativa.

Após a morte do patriarca, Mirched Jafar Junior, em 2021, Rossana e os filhos criaram a Editora Avante, utilizando “laranjas”. A empresa fechava contratos milionários sem licitação com municípios como Miranda, Ivinhema, Bonito, Ladário, Angélica e Dourados, para fornecimento de livros paradidáticos.

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Do calor extremo ao frio polar em horas

O clima local não perdoa. Devido à sua posição geográfica, o estado sofre com avanços brutais de massas polares através do Cone Sul, fazendo com que temperaturas acima dos 30°C possam cair para menos de 8°C de um dia para o outro.

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