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Estado

Justiça torna réus ex-presidente e diretores da Santa Casa por fraudes

Sete investigados por desvio de milhões na Santa Casa de Campo Grande viraram réus após denúncia ser aceita pela Justiça.
Por Camila Duarte - Meu MS News
Publicado em 06/10/2026 - 11:08 | Meu MS News
Justiça torna réus ex-presidente e diretores da Santa Casa por fraudes
Ex-vice-presidente da Santa Casa, Jary Costa, e a ex-presidente Alir Terra. (Reprodução)

A Justiça de Mato Grosso do Sul aceitou denúncia contra sete pessoas acusadas de fraudes milionárias na Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande. Com a decisão, todos se tornaram réus em ação penal. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Tribunal de Justiça.

A decisão é do juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal Residual de Campo Grande. O magistrado também manteve as prisões preventivas dos investigados. Segundo ele, a medida é necessária para não atrapalhar o andamento do processo. O juiz destacou que “o recebimento da denúncia não confirma os fatos nela descritos nem constitui fundamento autônomo para manutenção da prisão”.

Quem são os réus da Santa Casa

A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE). Os réus são:

  • Alir Terra Lima Nery – ex-presidente da Santa Casa
  • Jary Carvalho de Castro – ex-vice-presidente
  • Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa – diretor-adjunto de finanças do hospital
  • Rinaldo Hakme Romano – ex-diretor financeiro
  • Alessandro Dias Junqueira – ex-diretor administrativo
  • Monique Gregório de Oliveira – coordenadora do Serviço de Arquivamento Médico e Estatística
  • Maurício Aparecido Benites – empresário

O juiz afirmou que há indícios de desvio de recursos públicos, falsidade documental e lavagem de dinheiro. A investigação é baseada em dados bancários e telemáticos, além de documentos juntados aos autos.

Operação Antidotum revelou esquema milionário

Em setembro de 2026, o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) deflagraram a Operação Antidotum. A ação investigou supostas fraudes em contrato de digitalização de prontuários médicos. O contrato foi firmado pela ABCG (Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande), mantenedora da unidade.

Segundo as investigações, foram feitos pagamentos superfaturados sem a devida prestação de serviços. O Gecoc também identificou irregularidades em contratos da operadora de plano de saúde Santa Casa Saúde com empresas ligadas à diretoria do hospital. Essas empresas estavam registradas no mesmo endereço, mas o imóvel, na verdade, estava desocupado.

A reportagem entrou em contato com as defesas dos réus. O texto será atualizado assim que houver manifestação.

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