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Policial

Ex-namorada e trio vão a júri popular por esquartejamento de jogador em MS

Três anos após a morte do jogador Hugo Vinícius Skulny, ex-namorada e três acusados vão a júri popular em Amambai, no dia 26.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 07/10/2026 - 11:47 | Meu MS News
Ex-namorada e trio vão a júri popular por esquartejamento de jogador em MS
Hugo Vinícius Skulny havia desaparecido no dia 25 de junho (Redes sociais)

Três anos após a morte do jogador Hugo Vinícius Skulny, ex-namorada e três acusados vão a júri popular em Amambai, no dia 26.

Hugo tinha 19 anos quando sofreu 25 facadas em junho de 2023, em Sete Quedas. O corpo dele foi encontrado no Rio Iguatemi uma semana depois. A vítima foi atraída até a casa da ex-namorada Rúbia Joice de Oliver Luvisetto, acusada de matá-lo com a participação do ‘ficante’, Danilo Alves Vieira da Silva, e do amigo Cleiton Torres Vobeto.

Noemi Matos de Oliver e Patrick Eduardo do Nascimento, mãe e padrasto de Rúbia, também são réus por fraude processual. O julgamento será no Tribunal do Júri da comarca de Amambai, a partir das 8h.

Quem são os réus

  • Rúbia Joice de Oliver Luvisetto – ex-namorada da vítima, acusada de atrair Hugo e de participar do homicídio.
  • Danilo Alves Vieira da Silva – ‘ficante’ de Rúbia, apontado como autor do disparo e dos golpes de facão.
  • Cleiton Torres Vobeto – amigo do casal, teria ajudado na execução e na ocultação do corpo.
  • Noemi Matos de Oliver e Patrick Eduardo do Nascimento – mãe e padrasto de Rúbia, réus por fraude processual.

Júri popular em Amambai

Em junho deste ano, o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) determinou que o júri popular de Rúbia, Danilo e Cleiton seja realizado em Amambai. A defesa de um deles alegou que a realização do julgamento na cidade onde o crime aconteceu impactaria a imparcialidade dos réus.

Meses depois, o juiz de Direito Renan da Silva Pinto marcou o julgamento dos réus para o dia 26 de outubro, com início às 8h. Ele pontuou que, em razão da complexidade do caso, o julgamento poderá prolongar-se por mais de um dia.

Presa no Paraná desde junho de 2024, Rúbia será trazida para Amambai para o júri popular. As defesas pediram a ampliação do tempo destinado aos debates, à réplica e à tréplica, mas o pedido foi indeferido. O magistrado ainda determinou que 12 testemunhas, informantes e peritos sejam intimados.

Assassinato em Sete Quedas

Hugo teve um relacionamento com Rúbia por oito meses, porém terminou o namoro. Desde então, Rúbia não aceitava o término e constantemente enviava mensagens pedindo para encontrar com a vítima. Mesmo assim, se envolvia com Danilo, para tentar causar ciúmes na vítima.

Na noite do dia 24 de junho de 2023, ocorreu uma festa no ‘Posto do Arnóbio’, no Paraguai, próximo à fronteira com Sete Quedas. Rúbia encaminhou mensagens para o jogador a fim de atraí-lo para ter relações no fim do evento. Hugo estava na festa acompanhado de amigos enquanto Rúbia, Danilo e Cleiton pertenciam a outro grupo.

Da festa à emboscada

A festa perdurou até a madrugada, quando Rúbia, Danilo e Cleiton foram embora em uma Saveiro prata, de propriedade de Rúbia, até a casa dela. Hugo continuou na festa até receber novas mensagens da autora pedindo que se encontrassem na casa dela. Ele foi de carona com um amigo até a residência.

Ao entrar no imóvel, a vítima encontrou o trio. Danilo sacou uma arma de fogo e efetuou um disparo, fazendo com que o jogador caísse. Cleiton verificou que Hugo ainda respirava, então Rúbia buscou as chaves do veículo enquanto ele e Danilo colocavam a vítima na carroceria da picape.

Os dois levaram a vítima até a propriedade rural da família de Danilo, na rodovia MS-160, entre Sete Quedas e Tacuru. No local, colocaram Hugo no chão. Quando perceberam que ele ainda estava vivo, a dupla pegou um facão e desferiu golpes na região do tórax, matando-o. Segundo o laudo necroscópico, foram esses ferimentos que causaram a morte.

Ocultação e esquartejamento

Depois, os dois pegaram a vítima e a jogaram no Rio Iguatemi. Voltaram para a casa de Rúbia, onde Rúbia recebeu o padrasto e passaram a ocultar os vestígios de sangue, jogando água. Patrick pegou o carro, deixou Danilo em casa e ocultou a Saveiro usada no crime.

Patrick entrou em contato com a esposa, mãe de Rúbia, que concordou que todos, menos Danilo, fossem para sua casa, no Paraguai. Lá, organizaram para não contar o crime a ninguém. Mãe e filha levaram Cleiton para a casa dele naquele país. Na manhã seguinte, os pais de Rúbia voltaram à residência dela, limparam a casa e adulteraram a Saveiro para induzir os agentes da persecução criminal em erro.

Entre os dias 25 de junho e 1º de julho, Danilo voltou para o sítio e, com um barco motor, percebeu que o cadáver estava visível. Ele o retirou do rio e, com uma máquina de cerra-fita, mutilou o corpo em diversos pedaços menores, atirando os restos mortais novamente no Rio Iguatemi.

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