Suspeito de golpear homem com barra de ferro continua preso em Campo Grande
A Justiça converteu em preventiva a prisão do suspeito de tentativa de homicídio contra um homem de 53 anos, ocorrida no bairro Amambaí, em Campo Grande. O crime aconteceu no último fim de semana.
A vítima foi socorrida pelo Samu com sangramento ativo na cabeça e encaminhada à Santa Casa da capital. O suspeito, de 51 anos, foi preso em flagrante no domingo (11) e passou por audiência de custódia nesta terça-feira (13).
Agressão durante bebedeira
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima estava em casa quando o suspeito — que também mora no local — chegou e desferiu um golpe com uma barra de ferro na cabeça dele. O agressor ainda tentou dar um segundo golpe, mas foi contido por moradores.
Testemunhas relataram que ambos estavam sob efeito de bebida alcoólica. Uma delas disse que estava sentada com a vítima ingerindo álcool quando o suspeito chegou, também embriagado. Os dois discutiram e o suspeito pegou a barra de ferro.
Fuga e prisão
Quando a polícia chegou, o suspeito já havia fugido e a barra não foi localizada. Os policiais foram à delegacia registrar a ocorrência. Posteriormente, a Polícia Civil e a perícia estiveram no local.
Após ficar evadido por um tempo, o suspeito retornou à casa. Os policiais pediram que ele abrisse a porta, mas não foram atendidos. Determinado o arrombamento, os militares entraram e prenderam o homem, que ainda apresentava sinais de embriaguez.
Confissão e versões diferentes
O suspeito confessou informalmente que foi empurrado pela vítima, pegou a barra de ferro e desferiu o golpe com a intenção de matar. Já na delegacia, mudou a versão. Disse que havia ingerido cachaça e que estava ajudando a consertar fiação quando a vítima, “por ciúme ou algo assim”, teria agredido seu rosto.
Ele afirmou que buscou a barra de ferro no residencial e golpeou a vítima na cabeça para “cobrar” a agressão, mas negou a intenção de matar. Disse ainda que não se lembra de os policiais pedirem acesso à residência e alegou ter epilepsia, esquizofrenia, problemas psiquiátricos e perda de memória. Por fim, reafirmou que não queria “fazer isso” e que pretende pagar o que deve à Justiça.
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