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Estado

Defensoria de MS propõe 654 cargos com custo anual de R$ 101,2 milhões

A Defensoria de MS protocolou na Alems projeto para criar 654 cargos com custo anual de R$ 101,2 milhões.
Por Camila Duarte - Meu MS News
Publicado em 14/10/2026 - 10:13 | Meu MS News
Defensoria de MS propõe 654 cargos com custo anual de R$ 101,2 milhões
Unidade de atendimento da Defensoria Pública, em Campo Grande. (Divulgação/DPE-MS)

O projeto de lei protocolado pela Defensoria de MS na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) cria 654 cargos e prevê impacto anual de R$ 101,2 milhões. O texto altera a estrutura de pessoal do órgão e será analisado pelos deputados estaduais nos próximos dias.

Defensoria de MS propõe 200 vagas efetivas e 454 comissionadas

Dos 654 novos postos, 200 são cargos efetivos de analista de Defensoria, com ingresso por concurso e vínculo permanente. Os outros 454 são comissionados, de livre nomeação, para funções de chefia, coordenação departamental, ouvidoria e assessoramento jurídico e administrativo.

O texto também extingue 87 cargos de auxiliar de atendimento. A distribuição prevista é a seguinte:

  • Assessor de defensor público de primeira instância e substituto: 271 vagas;
  • Assessor de defensor público de segunda instância: 37 vagas;
  • Assessor administrativo III: 33 vagas;
  • Assessor de núcleos e cartórios especializados: 30 vagas;
  • Chefe de divisão: 20 vagas;
  • Assessor técnico: 10 vagas;
  • Chefe de departamento: 10 vagas;
  • Assessor administrativo I: 10 vagas;
  • Assessor administrativo II: 10 vagas;
  • Assessor jurídico: 6 vagas;
  • Ouvidor-geral: 1 vaga;
  • Secretário de gabinete: 1 vaga;
  • Assessor de defensor público-geral do Estado: 1 vaga;
  • Assessor do 1º subdefensor público-geral do Estado: 1 vaga;
  • Assessor do 2º subdefensor público-geral do Estado: 1 vaga;
  • Assessor do corregedor-geral: 1 vaga;
  • Assessor do subcorregedor-geral: 1 vaga;
  • Assessor de relações institucionais: 1 vaga;
  • Coordenador de patrimônio e logística: 1 vaga;
  • Coordenador de desenvolvimento de pessoal: 1 vaga;
  • Coordenador de pagamento de pessoal: 1 vaga;
  • Coordenador de execução orçamentária e financeira: 1 vaga;
  • Coordenador de imprensa e comunicação: 1 vaga;
  • Coordenador de infraestrutura e rede: 1 vaga;
  • Coordenador de suporte de tecnologia da informação: 1 vaga;
  • Coordenador de administração e execução contratual: 1 vaga;
  • Coordenador de pesquisa e gestão da informação: 1 vaga.

Impacto financeiro anual é de R$ 101,2 milhões

O demonstrativo financeiro encaminhado aos deputados estima impacto total de R$ 101.239.626,90 caso todas as vagas sejam preenchidas. Esse montante inclui:

  • Pessoal: R$ 71.768.895,78 em remunerações e encargos patronais dos novos servidores efetivos e comissionados;
  • Verbas indenizatórias: R$ 29.470.731,12 em auxílio-alimentação e auxílio-transporte.

Com a extinção dos cargos de auxiliar de atendimento I e II, a despesa mensal estimada com pessoal é de R$ 5.275.899,10.

A Defensoria de MS ressalta que a criação dos cargos não implica aumento imediato de despesas. O impacto financeiro ocorrerá de forma gradual, conforme a disponibilidade orçamentária e o respeito aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Defensoria de MS cita desequilíbrio em relação à Justiça e ao MP

A justificativa do projeto aponta a necessidade de reduzir o desequilíbrio estrutural em relação ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que já ampliaram seus quadros. A Defensoria de MS defende que a ampliação garante capacidade de resposta compatível no Sistema de Justiça.

Projeto institui novos benefícios e muda regras de licença

Na área de benefícios, o texto cria novas vantagens pecuniárias aos servidores:

  • Auxílio-saúde: poderá ser concedido também a aposentados;
  • Abono pecuniário: nova vantagem criada pelo projeto;
  • Auxílio de proteção à primeira infância: benefício para servidores com filhos ou crianças sob guarda para adoção, entre seis meses e seis anos;
  • Auxílio-invalidez: para aposentados por incapacidade permanente que necessitem de assistência contínua de outra pessoa para atividades diárias ou internação; valor de 25% do benefício previdenciário, limitado a um salário mínimo nacional.

As regras de licença também mudam:

  • Licença-paternidade: 20 dias consecutivos, contados do nascimento, da adoção ou da guarda judicial;
  • Família monoparental: pais solteiros ou servidores que percam a cônjuge ou a parturiente terão licença com o mesmo prazo e efeitos da licença-maternidade;
  • Doenças graves: remuneração completa por até 180 dias durante o tratamento.

O texto ainda regulamenta a designação de funções de confiança e a transferência de servidores, proíbe expressamente o desvio de função e limita a remoção de quem está em estágio probatório.

O projeto de lei aguarda trâmite regular e votação no plenário da Alems.

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