MPMS vê novos indícios e amplia apuração de desvios na Santa Casa
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) identificou novos indícios de irregularidades na Santa Casa de Campo Grande. O órgão pediu a ampliação das investigações sobre desvios milionários no hospital, em continuidade à Operação Antidotum.
Quem foi preso na Operação Antidotum
Em 11 de setembro, o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) cumpriram mandados de prisão na Operação Antidotum. Foram presos:
- Alir Terra — ex-presidente da Santa Casa
- Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa — diretor-adjunto de finanças
- Rinaldo Hakme Romano — ex-diretor financeiro
- Alessandro Dias Junqueira — ex-diretor administrativo
- Monique Gregório de Oliveira — coordenadora do Serviço de Arquivamento Médico e Estatística
As apurações miram irregularidades na contratação e execução de um contrato entre o hospital e a Redvalue Tecnologia, Administração e Serviços Ltda. O acordo previa a digitalização e reorganização do acervo de prontuários médicos e documentos administrativos da instituição.
O contrato foi firmado pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande (ABCG), mantenedora da unidade. A investigação aponta possíveis fraudes na pesquisa de preços, superfaturamento e repasses indevidos no serviço.
MPMS pede novas quebras na apuração de desvios na Santa Casa
Em manifestação enviada à 5ª Vara Criminal de Campo Grande, os promotores Adriano Lobo Viana de Resende, Luciano Bordignon Conte e Jorge Ferreira Neto Junior pedem a inclusão da quebra de sigilo bancário e fiscal do ex-vice-presidente da Santa Casa, Jary Carvalho de Castro. Ele não foi preso, mas é réu pelos desvios.
A quebra também atinge o ex-diretor-adjunto de Finanças e presidente do Comitê de Contratos, Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa. Segundo o MPMS, provas reunidas no decorrer da investigação, incluindo análises de apreensões, demonstraram a atuação direta dos dois investigados na viabilização e manutenção do contrato com a Redvalue.
A acusação aponta que a contratação foi aprovada de forma direcionada, sem o quórum necessário. Os repasses à empresa eram priorizados mesmo sem a devida prestação dos serviços contratados.
Ampliação da devassa financeira
Além das novas quebras de sigilo, os promotores pediram a ampliação do período da devassa financeira de todos os investigados. O rastreamento de contas e faturas de cartão de crédito deve ser estendido até outubro de 2026.
O pedido ocorre após a descoberta de pelo menos três novos pagamentos da Santa Casa à empresa. Confira os detalhes:
- Valor de cada pagamento: R$ 140,7 mil
- Meses dos repasses: maio, junho e julho deste ano
O MPMS também formalizou pedidos para garantir o cumprimento integral da quebra do sigilo telemático. Ofícios enviados à Google do Brasil e à Apple Computer Brasil exigem dados do período de 1º de janeiro de 2023 a 24 de julho de 2026.
A solicitação inclui acesso ao conteúdo integral de e-mails, dados armazenados em nuvem e backups de conversas do WhatsApp.
Uma receita exclusiva no mundo inteiro
O sobá de Campo Grande é tão único que não o vais encontrar igual em mais lado nenhum (nem mesmo no Japão!). A receita foi tão bem adaptada à realidade local que, em 2006, foi tombada pelo IPHAN como património imaterial.
Divulgue sua empresa para todo o Mato Grosso do Sul. Contatos: [email protected]