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Policial

Polícia apura negligência médica após morte de bebê em Campo Grande

A DPCA investiga a morte de um bebê de 8 meses, após a família denunciar suposta negligência em três hospitais de Campo Grande.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 20/10/2026 - 09:51 | Meu MS News
Polícia apura negligência médica após morte de bebê em Campo Grande
Bebê Anna Laura morreu no dia 11 de outubro. (Foto: Fala Povo)

A família da bebê Anna Laura, morta aos 8 meses e 20 dias no dia 11 de outubro, denuncia suposta negligência no atendimento em três hospitais de Campo Grande. A Polícia Civil, por meio da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), investiga o caso após registro de ocorrência.

Segundo o relato da família, a bebê tinha pneumonia e passou duas vezes pela UPA Universitário, foi transferida ao HCAA (Hospital de Câncer Alfredo Abrão) e morreu no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul).

Primeiros atendimentos na UPA Universitário

Na madrugada de 7 de outubro, Anna Laura foi levada à UPA Universitário com febre. Ela recebeu antibióticos e fez raio-x, que apontou uma mancha no pulmão. A criança foi liberada, mas dois dias depois voltou com febre alta, vômitos e diarreia.

No dia 10, às 5h30, a mãe retornou à UPA com a bebê. Novo raio-x foi feito, e a menina ficou em observação. A equipe administrou bombinha, soro e oxigênio, além de quatro exames laboratoriais. A saturação caiu e a UPA solicitou vaga em hospital.

Transferência para HCAA e exames extraviados

A bebê foi transferida para o HCAA, mesmo sem diagnóstico de câncer. Na ambulância, uma médica teria informado que os exames foram extraviados, o que foi contestado pela mãe. A família só teve acesso aos documentos após a morte da criança.

No HCAA, Anna Laura recebeu um medicamento que deixou sua boca amarelada com pontos escuros. A mãe chamou a equipe de enfermagem, e o médico suspendeu a medicação, informando que o caso era grave e que a bebê precisava de UTI.

Problema com oxigênio no HRMS

Transferida para o HRMS, a bebê foi entubada e levada à UTI. Antes da cirurgia para drenagem, a equipe tentou trocar a máquina de oxigênio, mas o aparelho falhou. Os próprios profissionais teriam comentado que a máquina operava “no modo gambiarra” e retornaram ao modo manual.

Após a cirurgia, os médicos informaram que a pneumonia evoluiu para sangramento no pulmão, desidratação e anemia. Anna Laura recebeu bolsas de sangue e adrenalina, mas não resistiu.

Morte da bebê e investigação

Anna Laura morreu às 4h35 do dia 11 de outubro. A certidão de óbito lista insuficiência respiratória, choque séptico, septicemia, pneumonia, coagulação intravascular disseminada e hemorragia das vias respiratórias.

A Polícia Civil comunicou o caso ao Conselho Tutelar. O Jornal Midiamax pediu esclarecimentos à Sesau, ao HCAA e ao HRMS, mas ainda não obteve resposta.

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