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Estado

Justiça dá 15 dias para Consórcio Guaicurus provar cumprimento de contrato

Decisão judicial estabelece prazo para consórcio do transporte coletivo de Campo Grande sob risco de perder concessão avaliada em R$ 3,4 bilhões.
Por Camila Duarte - Meu MS News
Publicado em 21/10/2026 - 12:19 | Meu MS News
Justiça dá 15 dias para Consórcio Guaicurus provar cumprimento de contrato
(Arquivo, Jornal Midiamax)

O juiz Eduardo Lacerda Trevisan deu 15 dias para o Consórcio Guaicurus comprovar que cumpre o contrato de concessão do transporte coletivo em Campo Grande. A decisão, tomada no âmbito de uma ação que tramita na Justiça, prevê que, se as irregularidades forem confirmadas, o contrato pode ser cancelado definitivamente — a chamada caducidade —, o que abriria caminho para uma nova licitação.

Prazo para apresentação de provas

O consórcio terá que apresentar documentos que comprovem a qualidade da frota e a transparência das contas. Caso não cumpra, a Justiça passará a considerar verdadeiras as alegações de má prestação de serviço feitas na ação.

Na decisão, o magistrado listou os pontos controversos do processo, incluindo a possibilidade de decretar a caducidade da concessão. Ele também determinou a inversão do ônus da prova, cabendo à parte ré provar que não houve descumprimento contratual.

O que está em jogo na concessão

A caducidade é a punição mais severa para uma concessionária de serviço público. Se decretada, ela encerra de forma antecipada o contrato de R$ 3,4 bilhões assinado em 2012, permitindo que a prefeitura realize uma nova licitação para escolher outra empresa de ônibus para a cidade.

Um dos principais pontos debatidos no processo é a precariedade da frota, com a maioria dos veículos considerados muito antigos. Os sócios das empresas de ônibus também devem comprovar que não esconderam receitas ou movimentações financeiras da fiscalização.

Próximos passos

O juiz deixou claro que a Justiça vai avaliar a utilidade dos pedidos de readequação e repactuação contratual, além da eventual caducidade. A reportagem procurou a assessoria do Consórcio Guaicurus para comentar a decisão, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

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