STJ mantém afastamento de secretário de Sidrolândia por desvio de R$ 18 milhões
O presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão, indeferiu o pedido liminar da defesa do secretário Cleyton Martins Teixeira, que tentava reverter o afastamento do cargo. A decisão também manteve o bloqueio de bens do investigado.
O afastamento ocorreu no âmbito da Operação Dirty Pix II (Pix Sujo), deflagrada pelo Gaeco no dia 7 de outubro. A investigação apura o desvio de R$ 18 milhões em verbas públicas destinadas ao Hospital Municipal Elmíria Silvério Barbosa.
Alvos e medidas da Operação Pix Sujo
- Presos temporários: diretor do hospital Jacob Breure, policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho e ex-assessor político Júlio César Alves da Silva.
- Afastados: secretário de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, Cleyton Martins Teixeira; secretário de Desenvolvimento Econômico, Enelvo Júnior.
- Vereadores afastados: Cledinaldo Cotócio (PSDB), Adavilton Brandão (MDB) e Izaqueu Diniz (PSD).
Defesa questiona Justiça Comum e nexo funcional
A defesa de Cleyton, comandada pelo advogado Wellison Muchiutti Hernandes, argumentou falta de justa causa para a persecução penal. Sustentou que a apuração se baseia em transferência entre particulares, sem origem de verba pública. Outro ponto foi a incompetência da Justiça Comum Estadual, sugerindo que verbas da Itaipu Binacional ou doações de campanha atrairiam a Justiça Federal ou Eleitoral.
Esquema usava empresas de fachada para lavar dinheiro
Conforme a investigação, as empresas Farma Medical e NSR Comércio (Pharbox), ambas com sede em Manaus, serviram como ponte para distribuição de propina e lavagem de dinheiro. Os recursos públicos passavam por essas empresas e eram pulverizados até chegar aos beneficiários. O grupo também tentou obstruir as investigações em curso.
Enquanto a defesa de Jacob Breure afirmou que ele está à disposição para colaborar, o advogado de Júlio César alegou sigilo processual. O mérito do pedido de revogação das medidas cautelares aguarda apreciação do TJMS.
A ameaça invisível à coroa do Cerrado
A guavira corre perigo. Como a soja e a pastagem geram muito mais dinheiro rápido, muitos "guavirais" nativos estão a ser destruídos para dar lugar ao agronegócio, o que já está a prejudicar a produção artesanal de polpas e sumos locais.
Divulgue sua empresa para todo o Mato Grosso do Sul. Contatos: [email protected]