Réu alega ‘carona errada’ em espancamento com incêndio em Campo Grande
Em julgamento na 1ª Vara do Tribunal do Júri nesta quinta-feira (22), réu nega envolvimento em espancamento e incêndio em Campo Grande, alegando estar no local errado. O réu é acusado de homicídio qualificado, incêndio e corrupção de menores.
Réu alega carona na hora errada
Durante o julgamento, o réu afirmou que pediu carona a um amigo sem saber do crime. “Pedi uma carona na hora errada, entrei no carro na hora errada”, disse. Ele negou participação no espancamento e afirmou que ficou do lado de fora da casa esperando.
Espancamento e incêndio em Campo Grande
O crime aconteceu em 12 de maio. O grupo invadiu a casa da vítima para esconder televisores furtados. A vítima foi agredida com barra de ferro, socos e pontapés enquanto dormia. Os agressores trancaram a casa e a incendiaram. Vizinhos viram as chamas e resgataram o homem, que ficou 15 dias em coma.
Condenações de outros réus
Em julho do ano passado, três envolvidos foram condenados:
- Igor Samuel Vicente Gonçalves: 14 anos e 8 meses de reclusão
- Bruno Estevão de Oliveira: 15 anos e 4 meses
- Lucas Fernandes Centurião: 13 anos e 4 meses
O réu atual é acusado de ter ficado do lado de fora durante o ataque.
Depoimento da vítima
A vítima prestou depoimento e contou sobre as lesões. “Minha perna deformou, não sinto uma parte”, disse. Ela não lembra do ocorrido e acordou no hospital após 15 dias em coma.
O réu agradeceu a oportunidade de falar e disse que esperou dois anos pelo júri.
Uma montanha de ferro no pântano
Em pleno Pantanal ergue-se o Maciço do Urucum. Além de ser o ponto mais alto da região de Corumbá, a formação esconde reservas gigantescas de ferro e manganês, gerando um eterno braço de ferro entre a mineração pesada e a conservação ambiental.
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