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Esportes

Justiça suspende liminar e Tifanny fica impedida no vôlei feminino

O TJ-RJ revogou nesta sexta-feira (23) a liminar que permitia à jogadora trans atuar pelo Osasco no vôlei feminino.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 23/10/2026 - 18:59 | Meu MS News
Justiça suspende liminar e Tifanny fica impedida no vôlei feminino
© Getty Images

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) revogou nesta sexta-feira (23) a liminar que autorizava a jogadora de vôlei trans Tifanny Abreu a atuar pelo Osasco em partidas femininas. A decisão ocorre depois de a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciar, em agosto, uma nova política de elegibilidade que passou a barrar jogadoras trans em competições femininas.

Liminar havia liberado atleta para a Supercopa

No último dia 16, Tifanny obteve na Justiça do Rio de Janeiro autorização para defender o Osasco na decisão da Supercopa Feminina de Vôlei, contra o Praia Clube. Com grande atuação da atleta, a equipe paulista venceu por 3 sets a 0 e conquistou o título.

Também nesta sexta-feira, a Justiça Desportiva rejeitou, por unanimidade, um recurso apresentado pela jogadora. Procurada, Tifanny ainda não se manifestou sobre as novas decisões.

Nova política da CBV vale para todas as atletas

Até o anúncio da nova regra, a CBV permitia a presença de atletas trans em torneios femininos, desde que elas se submetessem a tratamentos hormonais que mantivessem os níveis de testosterona abaixo de 5 nmol/L, conforme recomendação da Federação Internacional de Medicina do Esporte (FIMS).

A confederação afirmou que a nova política “se adequa ao atual cenário regulatório internacional e à necessidade de assegurar alinhamento entre os critérios aplicáveis às competições nacionais e aqueles adotados pelo COI (Comitê Olímpico Internacional), pela FIVB (Federação Internacional de Voleibol) e pela CSV (Confederação Sul-Americana de Voleibol)”.

“A CBV reafirma que cumpriu integralmente a decisão anterior enquanto ela esteve em vigor, e seguirá cumprindo todas as determinações do poder judiciário e da justiça desportiva”, declarou a confederação. “A entidade mantém seu compromisso com o respeito e a dignidade de todas as atletas, e reitera que sua política de elegibilidade é uma norma geral, aplicável igualmente a todas, alinhada aos critérios do Comitê Olímpico Internacional e da Federação Internacional de Voleibol.”

Após o anúncio da CBV, Tifanny chegou a atuar pelo Osasco no Campeonato Paulista, depois de a Federação Paulista de Volleyball (FPV) liberar sua participação. A federação defendeu que o torneio seguiria com as regras adotadas no início da disputa.

Tifanny defende olhar humanizado

Na terça-feira (20), a atleta publicou uma mensagem nas redes sociais. “Eu não escolhi o voleibol por acaso. Foi dentro de uma quadra que encontrei sonhos, construí minha história e dediquei anos da minha vida àquilo que mais amo fazer”, escreveu.

“Não quero que minha história seja reduzida a uma discussão. Quero que ela também seja enxergada com humanidade, respeito e responsabilidade. Continuo acreditando na força do esporte, no diálogo, na Justiça e na possibilidade de construir caminhos com dignidade”, acrescentou.

Entidades esportivas endurecem regras

Em meio a críticas de grupos LGBTQIA+ e de direitos humanos, entidades esportivas, federações internacionais e governos vêm promovendo um endurecimento das regras sobre a participação de mulheres transgênero em competições esportivas. A alegação é que as medidas visam preservar a justiça na categoria feminina, com base em supostas vantagens competitivas das atletas trans em relação às cis.

  • World Aquatics: federação de natação adotou regras mais rígidas;
  • World Athletics: entidade do atletismo restringiu a participação;
  • UCI: ciclismo também endureceu os critérios para competições de elite.

Segundo especialistas, não há até hoje consenso acadêmico sobre eventual vantagem trans no esporte.

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O dicionário próprio do estado

O falar sul-mato-grossense é um caldeirão cultural. Termos do dia a dia, como "moage" (frescura ou complicação) ou "chake" (cuidado), mostram a fusão direta e viva do português com o idioma indígena guarani e o espanhol da fronteira.

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